segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Algumas características do sistema penintencário brasileiro

Saudações internautas!

Logo abaixo uma entrevista com o professor universitário Alípio Souza Filho acerca das principais características do sistema penitenciário brasileiro e após o vídeo um exemplo de que é possível mudar a realidade desse sistema.


APAC de Macau completa 5 anos de implantação com baixos índices de reincidência


A unidade da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), instalada no município de Macau, completou cinco anos de atividades, com o objetivo de promover a ressocialização de apenados. O método utilizado pela APAC é referência quando se fala em ressocialização de apenados, apresentando-se como alternativa de gestão prisional humanizada, com custos reduzidos para o Estado, e que pode reduzir os índices de reincidência.
“Estamos, após esses cinco anos, com um índice de 15% em reincidentes”, aponta o juiz Gustavo Marinho, coordenador do programa Novos Rumos na Execução Penal, do Tribunal de Justiça do RN. O magistrado considera satisfatório o resultado do primeiro quinquênio, mas ressalta que o ideal a ser buscado é 5% apenas, índice bem inferior aos mais de 70% estimados junto aos demais detentos do sistema prisional brasileiro.
A metodologia fundamenta-se no estabelecimento de uma disciplina rígida, caracterizada por respeito, ordem, trabalho e envolvimento da família do sentenciado, através da qual os próprios presos são corresponsáveis pela sua recuperação e têm assistência espiritual, médica, psicológica e jurídica prestada pela comunidade.
“Por meio do Programa Novos Rumos na Execução Penal, que tem como presidente o desembargador Saraiva Sobrinho, o TJRN fomenta a unidade APAC presente no município de Macau, graças, também, à iniciativa do então presidente do TJRN, em 2009, o desembargador Rafael Godeiro e as gestões seguintes que permaneceram em abraçar a iniciativa”, conta o juiz.
Dignidade
Segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o mutirão carcerário realizado no Rio Grande do Norte em 2013, a APAC de Macau foi considerada a única unidade prisional no Estado que está de acordo com o que dispõe a Lei de Execução Penal, oferecendo condições dignas para a permanência do preso. A estrutura tem capacidade para abrigar 20 recuperandos de regime fechado e outros dez, em regime semiaberto.
A unidade pioneira foi reconhecida como entidade de utilidade pública por meio da Lei Estadual nº 9661/2012. A APAC Macau conta com a participação de 30 voluntários, entre representantes de entidades religiosas, professores, pedagogos, profissionais liberais, aposentados.
“Há a meta de se implantar uma outra unidade, mas isso ainda está em discussões com o Governo do Estado, que demonstrou interesse. Mas, não podemos falar em datas ou em que cidade, pois a implantação de uma APAC também depende de conscientização da população que a receberá”, explica o juiz Gustavo Marinho.
SAIBA MAIS
A Apac surgiu em 1972, criada por um grupo de voluntários cristãos, em São José dos Campos (SP). Atualmente, seus 40 centros de reintegração social estão distribuídos pelos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraná e Espírito Santo. Nessas unidades, a metodologia aplicada é apoiada em 12 pilares, entre os quais a participação da família e da comunidade, a valorização do ser humano, o incentivo à espiritualidade, a colaboração entre detentos e o trabalho.
A Apac é uma entidade sem fins lucrativos. Opera como parceira do Poder Judiciário e do Executivo na execução penal e na administração das penas privativas de liberdade, no regime fechado, no semiaberto e no aberto. Seu foco está na recuperação do preso, na proteção da sociedade, no socorro à vítima e na promoção da Justiça.
Minas Gerais é hoje o Estado brasileiro com maior número de APACs, contando hoje com 33 unidades. São mais de 2.200 presos em prédios próprios, sem a presença da Polícia ou de agentes penitenciários.
As unidades em funcionamento no País são de pequeno, médio e grande porte, com a restrição de que o número de detentos não deve ser superior a 200. Todos eles passaram por rigoroso processo de avaliação, que atestou seu bom comportamento. Os indisciplinados, violentos e líderes de facções criminosas dificilmente têm acesso a essa metodologia. Nas Apacs, os próprios recuperandos, como são chamados os condenados, têm as chaves das unidades e cuidam da segurança. Não há agentes penitenciários e armas de fogo

Fontes:
https://www.youtube.com/shared?ci=QP3ICWplWYk. Acesso em: 30 jan 2017.
http://www.tjrn.jus.br/index.php/comunicacao/noticias/9523-apac-de-macau-completa-5-anos-de-implantacao-com-baixos-indices-de-reincidencia. Acesso em: 30 jan 2017.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Aumento de homicídios no RN: o que há por trás?


Saudações internautas!


Com duas manchetes preocupantes um dos principais jornais impressos do RN registrou na última semana o aumento desenfreado dos crimes violentos praticados no Estado.




Uma constatação,  a priori, que vem sendo gradativamente comprovada, por meio de estudos e dados estatísticos, é que onde menos há investimentos em infraestrutura e equipamentos sociais, certamente os índices criminais aumentam. Infelizmente no RN não tem sido diferente.

Conforme os números da violência em Natal, há uma divisão social do crime violento. Ou seja, nas áreas mais carentes da capital prevalecem os números mais elevados de homicídio.

O que há por trás dessa constatação?


Um estudo de compilação de dados acerca da temática, denominado "Mapa da Violência", que é organizado pelo sociólogo Julio Jacobo, editado desde 2006 no país e podem ser acessados neste link, demonstra um crescimento acelerado dos crimes violentos e as circunstâncias que os cercam.


Fonte:
Disponível em: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/rn-atinge-marca-de-1-900-mortes-violentas/366782. Acesso em 19 Dez 2016.

Disponível em: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/rn-registra-uma-morte-a-cada-4h24/366875. Acesso em 20 Dez 2016.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O mito da democracia racial no Brasil

Saudações internautas!

Vou te fazer uma pergunta e gostaria que fosse sincero!

Você é preconceituoso? Sim ou não? Reflita.... Pensou?

Agora assista ao vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões!

No dia 20 de novembro é comemorado o Dia da Consciência Negra, no Brasil, que foi instituído em 10 de novembro de 2011. Na data é comemorado o dia do falecimento de Zumbi dos Palmares, de acordo com a Lei Federal nº 12.519/2011. A alusão é uma tentativa do Estado Brasileiro em, ao mesmo tempo que promove uma reflexão acerca da realidade da população negra no país, também, simboliza a luta de entidades afrodescendentes em se afirmar na sociedade, como representantes de cidadãos de direitos que, rotineiramente, têm seus direitos negados.

É importante enfatizar que por  si só a lei não acabará com o racismo no país. Então, faça sua parte para acabar com a intolerância, seja ela de qual tipo for.

Uma constatação dessa realidade é que morrem quase três vezes mais negros no Brasil do que pessoas brancas. Para saber mais clique no link Mapa da Violência do Brasil/2016.

Ad sumus!

Saiba mais:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12519.htm. Acesso em: 19 nov. 2016.


Isso é que é programa cultural!

Saudações internautas!

É possível falar de conhecimentos científicos em um pub? Isso mesmo em um pub! Este é um programa inovador de levar resultados de teses de doutoramento da Universidade do Minho (Uminho), em Portugal, para o público, em geral e, em ambiente diferenciado e informal.

Não acredita, veja o post na íntegra logo abaixo e tire suas próprias conclusões!

PubhD UMinho - Consegue explicar o seu doutoramento num pub?

Fotos
Foto de Pedro Veloso/Gazeta do Rossio
Foto de Pedro Veloso/Gazeta do Rossio
Mascote PubhD UMinho
Foto de sessão
Foto: STOL
Foto de Chisoka Simões
Foto de Chisoka Simões
PubhD UMinho - logótipo
Sessão Pubhd UMinho
Sessão Pubhd UMinho
Membros do projeto PubhD UMinho
STOL - logótipo
Foto de Pedro Veloso/Gazeta do Rossio
Foto de Pedro Veloso/Gazeta do Rossio
Convívio Bar
Cérebro
quinta-feira, 24/11/2016
Bar Sé La Vie, Braga
Sessão Pubhd UMinho
O ciclo "PubhD UMinho - Consegue explicar o seu doutoramento num pub?" surgiu em janeiro de 2016, através do projeto STOL - Science Through Our Lives, ligado à Escola de Ciências da UMinho. PubhD ("jogo" entre Pub e PhD) é uma atividade de comunicação de Ciência lançada em janeiro de 2014 no Reino Unido. Consiste em encontros abertos em bares, onde estudantes de doutoramento são desafiados a explicar a sua tese de doutoramento ao público em geral, num ambiente descontraído e informal, com uma linguagem e profundidade adequadas.

PROGRAMA

28 de janeiro | 21h00 | Convívio Bar Associativo, Guimarães
Daniela Batista (Biodiversidade em Água Doce): "Nanopartículas de prata?"
Francisco Carvalho (Ecologia e Conservação): "Espécies invasoras?"
Pedro Castro (Biologia Sintética): "Domesticar bactérias?"

27 de fevereiro | 21h00 | Bar Sé La Vie, Braga
Daniel M. Ferreira (Engenharia Ambiental): "Morcegos, aves e parques eólicos"
Paula Encarnação (Enfermagem): "Sofrimento, fé e esclerose múltipla"
Eduardo Brito (Informática): "Será que funciona?"

31 de março | 21h00 | Convívio Bar Associativo, Guimarães
André Silva (Psicologia): "Atratividade e atenção, memória e percepção do tempo"

Rita Silva (Medicina): "Células reguladoras na infeção por HIV"
Sara Catarina Silva (Geografia e Planeamento): "A Geografia do Crime"

28 de abril | 21h00 | Bar Sé La Vie, Braga
André Carvalho (Engenharia Industrial): "Tecnologia, modelos de excelência operacional e cultura das organizações"
Madalena Esteves (Neurociências): "Lateralidade cerebral e cognição"
Sandra Costa (Engenharia Eletrónica): "Robótica afetiva no desenvolvimento sócio-emocional de crianças com autismo"

19 de maio | 21h00 | CAR - Circulo de Arte e Recreio, Guimarães
Gabriela Jobim (Design Têxtil): "Mobiliário urbano inteligente"
Joana Silva (Genética Molecular): "Stress crónico e Alzheimer"
Sara Gonçalves (Filosofia): "Luz! Câmara! Ação! Filosofia e Cinema"

05 de julho | 21h00 | Bar Sé La Vie, Braga
Carla Hiolanda (Psicologia da Educação): "O impacto dos doutores-palhaço"
João Silva (Biologia Molecular): "Como iludir células cancerígenas"
Laylla Coelho (Nutricionismo): "As qualidades nutricionais do amaranto"

21 de julho | 21h00 | Convento do Carmo, Braga
Carla Capelassi (Design Têxtil): "Tirar as medidas às brasileiras"
Celestino Magalhães (Educação e TIC): "Tecnologia móvel para aprender melhor"
Patrícia Fernandes (Filosofia): "O poder revolucionário da linguagem"

30 de setembro | 21h00 | Museu D. Diogo de Sousa, Braga
Francisca Reis (Biologia): "Sobreiros com pé de atleta"
Luís Pinto (Ciências da Comunicação): "Luzes, câmara, acção! Vamos comunicar Ciência!"

27 de outubro | 21h00 | CAR - Círculo de Arte e Recreio, Guimarães
Cláudia Amorim (Engenharia Biológica): "Casca de banana faz bem à saúde!"
Filipa M. Ribeiro (Jornalismo e Comunicação): "Redes sociais para cientistas"

24 de novembro | 21h00 | Bar Sé La Vie, Braga
Bárbara Mendes (Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa): "Órgãos à la carte"
Diana Fernandes (Ecologia e Gestão Ambiental): "As pragas d̶o̶ ̶E̶g̶i̶p̶t̶o̶ da cidade Invicta"

Fonte:https://www.uminho.pt/PT/siga-a-uminho/Paginas/Detalhe-do-evento.aspx?Codigo=47931. Acesso em: 23 nov. 2016.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Policiais acadêmicos

Saudações caríssimos (as)!

Em breve estarei divulgando, aqui, algumas temáticas do meu primeiro livro, intitulado "FORMAÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO POLICIAL-MILITAR NO SÉCULO XXI: diagnósticos e perspectivas".

O trabalho é um dos produtos da Dissertação, em Ciências Sociais, UFRN/2009, em que discuto alguns pontos críticos (às vezes intocáveis nas Corporações policiais), como a desmilitarização, formação versus profissionalização, a dicotomia  do policial militar e o militar policial, entre outras.

Por ora, socializo uma matéria interessante, do site UOL, que traz para discussão temáticas nevrálgicas, como enfatizado acima, que são evitadas e muito criticadas nas instituições policiais. Esses assuntos, inclusive são objetos de estudos da nova geração de policiais que se dedicam a desvelar e entender a segurança pública, a partir de uma perspectiva científica.

Essa é a nossa forma de fazer segurança, buscando desvelar a essência da realidade que se apresenta como evidente. 

Muitos não se conhecem, mas a Internet tem propiciado que seus estudos e pesquisas, gradativamente, sejam publicizados. Assim, vejam abaixo uma matéria que mostra quem são esses novos operadores de segurança pública.

Quem são os policiais que querem a legalização das drogas e o fim da violência
A existência de policiais que são contra a violência surpreende e causa estranheza aos colegas; em alguns casos, esses policiais ficam isolados e são discriminados


Três adolescentes apanham de uma fila de policiais militares. É Carnaval em João Pessoa, e os jovens invadiram um orfanato para roubar uma televisão e uma bicicleta. "Onde está a arma?", perguntam os policiais. Entre uma pancada e outra, dois cadetes que acompanhavam a operação saem da sala.
A cena, que teria acontecido em 2006, foi descrita à BBC Brasil por um dos cadetes que reprovaram a abordagem - a Secretaria de Segurança da Paraíba não se pronunciou até a publicação desta reportagem.
Dez anos depois e agora capitão da PM, Fábio França diz que ainda rejeita a violência na instituição. Ele faz parte de um grupo de policiais civis e militares que se autodeclaram "antifascistas" e criticam a política de segurança pública adotada no Brasil.
Espalhados pelo país, seus integrantes - grande parte deles acadêmicos ou com pós-graduação - querem o fim da militarização e a legalização das drogas.
"O que me levou a despertar foi tentar entender que mundo era esse. Percebi o comportamento dos meus colegas e isso foi me angustiando. Queria saber por que se transformavam naquilo", diz França, que então decidiu fazer mestrado e doutorado em sociologia. "Procuramos que a PM se reencontre com as instituições democráticas."
Para fazer esse debate, o grupo se organiza há alguns anos pela internet e em eventos de associações como o Leap (agentes da lei contra a proibição das drogas). Um dos sites que concentra essa discussão, o Policial Pensador, teve 200 mil visualizações desde que entrou no ar, em 2014. Criada pelo tenente Anderson Duarte, do Ceará, a página reúne artigos sobre temas como redução da maioria penal.
Duarte, de 33 anos, diz que a convergência dessas ações nos últimos anos foi provocada pelo maior acesso dos profissionais de segurança à educação e pelo fortalecimento de um discurso conservador, que gerou a necessidade de um contraponto.  "Muitos pares têm pensando de forma diferente e faltava um espaço para discussão. Sempre partimos do ponto de que não existe democracia sem polícia, e aí perguntamos: que polícia nós queremos?"
Para ver a matéria na íntegra click aqui.

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2016/09/24/quem-sao-os-policiais-que-querem-a-legalizacao-das-drogas-e-o-fim-da-violencia-na-corporacao.htm . Acesso em: 26 set 2016.