sexta-feira, 28 de março de 2014

Sensacionalização da violência versus mídia: um perverso instrumento de construção do medo

Saudações caríssimos (as) internautas!

Perdoem-me a ausência de postagens, mas muitas atividades concomitantemente estão tomando quase que todas as 24 horas do dia....

Mas deixemos de delongas e vamos ao que está mais em evidência na seara da segurança pública!

Por um certo período, mesmo que curto, depois das ocupações de algumas comunidades do Rio de Janeiro, pelo Estado - como os próprios gestores daquele estado falam, demonstrando assim a própria incapacidade de solucionar a problemática histórico e socialmente construída - as manchetes policiais na mídia deram uma trégua, ou pelo menos, foram mostradas de forma mais eufemista. Mas quando os velhos problemas acerca da violência e criminalidade das favelas cariocas recomeçaram aí mais uma vez a mídia retoma sua velha forma de espetacularizar as questões da segurança pública.  Nesse sentido, o que é mais perverso é que a maioria desses aparelhos midiáticos, com raríssimas exceções utilizam largamente tais instrumentos como forma de gerar/produzir na opinião pública, em especial, a menos escolarizada (mas não apenas nela) que a única alternativa à violência e à criminalidade é o endurecimentos de penas, encarceramento de adolescentes, a construção de presídios e reformatórios, entre outras medidas que, se dermos uma rápida olhada na história e em outros países, com ou sem semelhanças com nossa sociedade, tais medidas só têm contribuído para criação da cultura do medo, encarceramento da população socialmente excluída e manutenção deste status quo.

Nessa perspectiva, trago essa discussão para que antes de nos manisfestarmos a favor, ou contra qualquer iniciativa de mudança no atual sistema criminal brasileiro, é por deveras importante que façamos uma leitura bastante atenciosa dos reais interesses que motivam essas ações. Como tenho dito aqui: " A quem interessa a (in)segurança pública no Brasil?" Essa é uma frase incisiva, mas de bastante efeito e perspicácia, pois instiga ao leitor do livro de Zorge Zaverucha, que leva o mesmo título, a refletir um pouco mais sobre!

Logo abaixo vejam um vídeo da TV Cultura que faz uma análise critica acerca do papel da mídia frente à problemática da violência e da criminalidade.

video
Saludos!

domingo, 16 de março de 2014

Os mais recentes dados da segurança do RN

iSaludos hermanos!

Cada vez que leio jornais ou assisto TV fico vez mais preocupado. Veja parte da matéria abaixo e reflita se tenho razão?

RN: insegurança até nos dados

Publicação: 16 de Março de 2014 às 00:00 | Comentários: 0
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Nadjara Martins e Sara Vasconcelos
Repórteres
Junior SantosNúmeros de crimes e vítimas da violência só crescem no RN: homicídios mais que dobraram em 10 anos; já a quantidade de inquéritos que investigam essas mortes não representa nem 20% dos casosNúmeros de crimes e vítimas da violência só crescem no RN: homicídios mais que dobraram em 10 anos; já a quantidade de inquéritos que investigam essas mortes não representa nem 20% dos casos

Em 2013, foram registrados 2.789 assaltos a transeuntes na capital potiguar. Outros 203 assaltos foram registrados nos ônibus da cidade. Mas os furtos são só apenas a ponta do iceberg que simboliza a criminalidade no Rio Grande do Norte. O índice de mortes por arma de fogo, por exemplo, cresceu em 110% entre 2000 e 2010, segundo o estudo Mapa da Violência, divulgado no ano passado. Em 2013, foram registrados 1653 homicídios no estado – 434 casos a mais do que em 2012. Neste ano, já foram registradas 330 mortes, somente até a última quinta-feira, de acordo dados do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Itep/RN. 

Mesmo com os altos índices, a taxa de resolutividade desses crimes é menor a cada esfera do poder público pelo qual perpassam – desde o início das investigações pela Polícia Civil até o julgamento do culpado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Dos homicídios registrados em 2013, 299 inquéritos foram gerados e somente 4% solucionados. A causa apontada por todas as instituições criminais do estado são praticamente as mesmas: falta estrutura de trabalho, faltam recursos humanos. O resultado é a impunidade, que retroalimenta o mundo do crime. Para se ter uma ideia, a taxa de presos que retornam  a praticar delitos é de 80%. A TRIBUNA DO NORTE fez um levantamento do caminho que um homicídio faz no sistema criminal até ser julgado. A burocracia que emperra o andamento dos inquéritos – e, por conseguinte, a punição do culpado –, está presente em todas as esferas. Acompanhe.

Entidades se mobilizam
Cada órgão oficial procurado pela reportagem afirmou que existem medidas sendo tomadas para reestruturar o sistema de Segurança do Estado. De acordo com a Polícia Civil, já existe um processo em andamento para a compra de 400 pistolas e coletes a prova de balas, que deve sair até o final do mês. Quanto à reposição do efetivo, porém, a Degepol aguarda uma definição do Governo do Estado. Com a convocação, seria possível criar a Divisão de Homicídios – uma aposta da instituição para dar maior resolutividade aos casos de homicídios, mas que ainda não saiu do papel. O projeto faz parte do Programa Brasil Mais Seguro prazo para junho deste ano. A Divisão contaria com 80 policiais. 

Segundo a Secretaria do Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc), estão sendo construídos sete novos centros de detenção como uma medida resolutiva para a carência de vagas no cárcere potiguar. Com todas as obras serão criadas 1.700 novas vagas para o regime fechado e 300 para o regime semiaberto.De acordo com o secretário estadual de justiça, Júlio César de Queiroz, também foram adotadas medidas para reintegração social do preso a partir de programas de capacitação e do estímulo para que os apenados possam trabalhar dentro dos presídios. 

Já o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do RN trabalham com a meta Enasp (Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública), definida pelo Conselho Nacional de Justiça em 2010, para liquidar todos os inquéritos de homicídios que aguardam resolução. Na última sexta-feira (14), o MPRN lançou projeto para combater as subnotificações de homicídio no estado. “Vamos tentar, nos primeiros seis meses, traçar um relatório da situação que encontramos de inquéritos em aberto e o que podemos fazer. O prazo da meta Enasp ainda é prorrogável”, apontou o promotor Edevaldo Barbosa. 

O TJRN inicia amanhã a Semana Nacional do Júri, que dá início ao cronograma de execução de processos por todos os tribunais do país. Durante esta semana, 17 juízes vão ser responsáveis por julgar 49 dos cerca de 720 processos de homicídios que estão parados. A previsão é que os demais processos sejam julgados até outubro deste ano – o cronograma prevê julgamentos mensais nas diversas comarcas do estado. “Não dá para dizer que vamos cumprir tudo, até porque as dificuldades para encontrar e transferir réus se mantém. Mas estamos fazendo um esforço para cumprir a meta”, finalizou o juiz auxiliar da Presidência do TJRN, Fábio Filgueira. 

Fonte:
http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/rn-inseguranca-ate-nos-dados/276764. Acesso em 16/Mar/2014.

iSaludos!

domingo, 9 de março de 2014

A falência da Educação de Jovens e Adultos

iBuenas tarde hermanos!

Depois do carnaval parece que o ano de fato vai começar (para alguns, no Brasil)! Sou daqueles que detesta frases prontas, mas que parede cair como uma luva essa aí acima (infelizmente). Tudo só parece efetivamente começar depois da festa mumesca (como diria um velho conhecido), mas temo que em ano de Copa do Mundo de Futebol, talvez tudo fique para depois dela!!!!

Depois de ver nos mais diversos meios midiáticos farras com dinheiro público, que poderia estar sendo investido em educação, saúde e segurança, por exemplo, foram jogados como confetes Brasil a fora. ( E pasmem teria sido pior caso Ministério Público não tivesse feito marcação pesada (para usar um jargão do futebol) nos nossos administradores....

Bom, mas o que gostaria de enfatizar, infelizmente, nesta postagem são os índices alarmantes que a EJA tem chegado no estado, seja em nível municipal (capital), ou estadual, em que a SEEC, nem mesmo dados oficiais tem!!

Vejamos logo abaixo a matéria e tiremos nossas próprias conclusões acerca do que necessitamos fazer para, efetivamente, conseguirmos motivar os jovens e adultos a matricularem-se e manterem-se nessa modalidade de ensino, que parece estar desfocada, como está visão da maioria de nossos gestores!!!



EJA em Natal tem evasão de 40%

Publicação: 09 de Março de 2014 às 00:00 | Comentários: 0
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Felipe Galdino - Repórter

O panorama não é considerado bom. O índice de evasão no sistema de Educação de Jovens e Adultos (EJA), em 2013, atingiu 40% somente na rede pública de Natal. Salas de aula que começavam com 30, 40, 50 alunos terminaram o ano letivo com dez, oito, um só estudante. O fenômeno fez a Secretaria Municipal de Educação (SME) diminuir o número de turmas ofertadas para alunos EJA. De 28 escolas até 2013, o poder público local apresenta três unidades a menos, neste ano.

O cenário não agrada em nada a SME, que admite falhas na condução da EJA. O modelo municipal, que oferece aulas para turmas equivalentes ao Ensino Fundamental, apresentou em 2013 40% de evasão, segundo os dados apresentados pela SME. O número vale para turmas de níveis 1 e 2, equivalentes à faixa de ensino do 1º ao 5º períodos regulares da rede básica. No caso dos níveis 3 e 4 do EJA Municipal – 6º ao 9º ano regulares –, o abandono chegou a atingir 25%.

Se não bastasse o quadro de abandono por parte dos estudantes, também é percebido o fenômeno da queda no número de matrículas feitas em todo o sistema estadual, cenário já registrado nos últimos anos. Na rede municipal, o Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) aponta queda de quase 50% entre os dados coletados em 2003 e 2013. Já a Secretaria Estadual de Educação disse, através da assessoria, que não possui dados oficiais sobre o EJA no RN.

“Em 2010, 2011, 2012 e 2013 realmente há um acréscimo de evasões. O que percebemos é que infelizmente chegamos a essa situação. As turmas começam com 40 e terminam com oito, dez alunos. É uma realidade preocupante, e é por isso que este ano vamos reformular a EJA e vamos investir noutro modelo de assessoramento, outro modelo de formação e em algumas escolas já estamos mudando esse nosso modelo”, afirmou Ednice Peixoto, diretora do Departamento de Ensino Fundamental da SME.

As justificativas apontadas como causadoras da grande evasão e mesmo reprovação são muitas. Há aqueles que deixam a sala de aula para trabalhar, assim como os que se desmotivam pela não identificação com a metodologia de ensino apresentada pelos professores. Esse inclusive é apontado como um dos principais problemas para alavancar a EJA.

Os educadores possuem dois problemas nas mãos. Eles precisam conciliar um método de ensino que agrade a várias faixas etárias, a partir dos 15 anos até idosos. Outra dificuldade é fazer com que as aulas sejam atrativas. Segundo a educadora Cláudia Santa Rosa, os professores simplesmente apresentam a alunos de EJA o mesmo método de aulas aplicado para alunos do ensino regular.

“É muito frequente as pessoas não encontrarem encantamento com a escola ou a metodologia em sala de aula porque muitas vezes são replicadas as metodologias do ensino convencional, o que muitas vezes se desconecta dos interesses deles”, destacou.

Além da evasão, o índice de aprovação no EJA é muito baixo. Em 2012, segundo dados do Censo Escolar, algumas escolas de Natal teve índice de aprovação abaixo de 25%.

Soluções
Apesar do cenário difícil na EJA, a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirma não ficar parada na busca pela recuperação do sistema que por muitas vezes – se não em todas elas – representa uma segunda chance para quem em algum momento da vida parou na caminhada pela educação básica.

“O diferencial é que neste ano estamos trabalhando para mudar a EJA”, pontuou a diretora do Departamento de Ensino Fundamental da SME, Ednice Peixoto. Segundo ela, atualmente o Município já apresenta programas pilotos que vêm trazendo bons resultados no sentido de “segurar” o aluno dentro de sala de aula e podem ser uma esperança de mudanças futuras.

Trata-se dos programas “Tecendo o Conhecimento” e o “Tecendo o Saber”, presentes no planejamento da pasta desde 2007. As escolas municipais Djalma Maranhão, Emanuel Bezerra e Otto de Brito Guerra, que entrou no programa neste ano, foram escolhidas como testes.

Não foram apresentados números concretos, mas a SME garante os bons resultados. “Percebemos que do ponto de vista da aprendizagem o resultado é significativo. O acompanhamento do aluno pelo professor é mais próximo e o índice de evasão é bem menor”, definiu a chefe do setor de EJA da SME, Edinara Menezes. Apesar do dito sucesso, o Município não pensa ainda em expandir o modelo para toda a capital.

Se não bastasse o quadro de abandono por parte dos estudantes, também é percebido o fenômeno da queda no número de matrículas feitas em todo o sistema estadual, cenário já registrado nos últimos anos. Na rede municipal, o Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) aponta queda de quase 50% entre os dados coletados em 2003 e 2013.

Fonte:
http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/eja-em-natal-tem-evasao-de-40/276152. Acesso em: 09/Mar/2014.

Que tal um daqueles clips para nossa reflexão!


iSaludos!