quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Será que temos motivos para folia?!!!!!!!

Saudações Caríssimos!

Dando uma rápida passada nos jornais locais, é perceptível que não temos muito o que comemorarmos, (corrupção, violência, trânsito caótico, saúde e educação pública, quase sempre em greve, etc.......), mas infelizmente parece que o brasileiro estar alheio a tudo que o cerca. (Agora me vem a mente uma música de uma banda famosa dos anos 80: Plebe rude - até quando esperar a ajuda de Deus......!

Vejamos os dados abaixo e tiremos nossas próprias conclusões!



Em 2013, 33% das mortes entre jovens decorreram da violência

Publicação: 27 de Fevereiro de 2014 às 00:00

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Daísa Alves e Roberto Lucena
repórteres

A escalada da violência na capital do Rio Grande do Norte assusta a cada dia. Os números que apontam a dimensão do problema geram estatísticas preocupantes e, segundo especialistas, revelam a falta de políticas públicas eficazes e segurança. Um levantamento da 1ª Vara da Infância e da Juventude mostra que as mortes violentas de adolescentes, em Natal, aumentaram 22% em 2013, se comparado com o ano anterior. Apenas no ano passado, os homicídios corresponderam a 33% do total de óbitos registrados na faixa etária de 12 a 17 anos.
Rayane MainaraJosé Dantas afirma que com a exclusão social surge a violênciaJosé Dantas afirma que com a exclusão social surge a violência

Os números foram revelados ontem pelo coordenador estadual da Justiça para a Infância e a Juventude, José Dantas Paiva. De acordo com o magistrado, a evolução do número de homicídios entre os adolescentes demonstra a fragilidade da sociedade diante do problema. “Esse aumento dos casos é preocupante. Mas é o que ocorre quando não existe o aparato social para esses adolescentes. Com a exclusão social, surge a violência”, destacou.

A estatística apresentada pelo juiz está dividida em dois pontos. Os adolescentes vítimas de atos violentos são separados entre os que cumpriam alguma Medida Socioeducativa (MSE) e os que não estavam sob supervisão do Judiciário. No primeiro grupo, houve, em 2013, o registro de 31 mortes violentas. Já no grupo dos que não estavam cumprindo nenhuma MSE, a quantidade de  mortes foi de 150. No mesmo ano, ainda foram contabilizadas 362 mortes naturais e 19 óbitos não tiveram a causa identificada.

No ano de 2012, os dados apontam para 116 mortes violentas de adolescentes que não cumpriam qualquer MSE e  32 mortes onde as vítimas eram adolescentes assistidos pelo sistema socioeducativo do Estado. Naquele ano, tivemos também 170 óbitos por motivos naturais e mais 2 mortes com causa desconhecida. De acordo com José Dantas, as mortes naturais podem esconder outras  mortes violentas. “Nesse quesito, podemos encontrar casos de adolescentes que não morreram logo após o ato de violência. Estes foram para o hospital, passaram algum tempo, mas acabaram falecendo”, colocou.

O magistrado ressaltou ainda que algumas mortes são provocadas pela reação da sociedade à falta de resolutividade da violência por parte da Segurança Pública e a impunidade alicerçada pelo Poder Judiciário. “Estamos assistindo a sociedade fazendo justiça com as próprias mãos. Por outro lado, os adolescentes cometem os crimes pois sabem que não haverá punição. Os infratores sabem que não temos estrutura para prendê-los. Essa é a realidade”, disse. Confira infográfico com levantamentos da vara da Infância na página 10.

Mortes no Estado
De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania (COEDHUCI), Marcos Dionísio, a violência, somente nos dois primeiros meses deste ano, já deixou um rastro de morte em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Até a última terça-feira, dia 25, o COEDHUCI registrou 265 homicídios nos municípios potiguares. Desse total, pelo menos 91 tiveram como vítimas jovens com até 21 anos. “É um dado impressionante. Pelo menos um terço das mortes são pessoas com até 21 anos”, ressaltou.


Fonte:
http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/em-2013-33-das-mortes-entre-jovens-decorreram-da-violencia/275440. Acesso em: 27/Fev/2014.

Este é o Meu País!

video

Um bom feriadão e um excelente e reflexivo Carnaval para todos NÓS BRASILEIROS!

iSaludos!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Saudações caríssimos (as) internautas!


Perdoem-me a ausência, mas são os ossos da minha nova empreitada (o doutorado na UFRN), o qual, obrigatoriamente, requer muitas horas de leitura e não sobra quase tempo. That is, o dia de 24h está cada vez mais curto!

Mas vamos ao que interessa. Temos visto nos últimos dias uma série de acontecimentos relacionados à anomia social, qual seja, linchamentos promovidos por membros da sociedade que se dizer insatisfeitos com a atual performance do Estado frente à onda de criminalidade que se alastra de Norte a Sul  do país.

Bom, este é um ponto é realmente sério  e precisa de políticas de enfrentamento urgentes, porém sempre que no país ocorrem casos de violência e a mídia dá aquela forcinha, de cunho, na maioria das vezes, sensacionalista, começam a se proliferar em todos os rincões do nosso país continental (este é outro dado bem completo e específico que necessitar ser analisado por todos) clamores por penas mais duras, redução da maioridade penal, pena de morte, entre outras medidas imediatista, inclusive, com grupo de justiceiros fazendo justiça com as próprias mãos, e até a população, em geral, que é facilmente manipulada  seguindo essa ideologia autoritária, demagoga e fortemente marcada com interesses escusos.

Nessa perspectiva, enfatizo: é preciso analisar os fatos e realmente observar quais serão os criminosos que serão efetivamente punidos. Outro aspecto deveras significativo está na seara do entendimento que temos por justiça e punição. Então, indaga-se! Queremos uma justiça que nos iguale aos criminosos que tanto criticamos ou queremos uma justiça que promova a (re)inserção social? Bom, daria uma tratado, mas para não ficar sacal recomendo para os que se interessarem posteriormente podem dar uma folheada em Vigiar e Punir de Michel Foucault.

É nesse sentido que chamo a atenção para a entrevista (logo abaixo) muito interessante do sociólogo Alípio Souza Filho, do qual tive o prazer tê-lo com professor nos bancos da UFRN.

A sociedade deve repudiar a ideologia de justiça com as próprias mãos”
Publicação: 23 de Fevereiro de 2014 às 00:00

Bate-papo com Alípio Souza Filho - Professor e doutor em sociologia pela UFRN
Rodrigo SenaPara o professor, a sociedade deveria repudiar a ideologia de justiça com as próprias mãosPara o professor, a sociedade deveria repudiar a ideologia de justiça com as próprias mãos

Quais fatores contribuem para esse tipo de atitude? Sentimento de impunidade?


Penso que o fator principal é uma opção pela barbárie por parte de certos setores da sociedade brasileira, que continuam com mentalidade de senhores escravistas ou de coronéis, que se negam a se civilizar e a admitir o papel do Estado moderno na vida social. Na sociedade moderna, o ente que cuida dos assuntos relativos ao que se nomeia de “crime” é o Estado. A ideologia do “sentimento de impunidade” é uma falácia para justificar a vontade autoritária, violenta e fascista de certos setores da sociedade que continuam a acreditar que podem agir no mundo como querem.
 
Isso não seria uma reação que qualquer pessoa pode ter em um momento de raiva?


A raiva é uma emoção humana que deve ser sabiamente administrada, sublimada, substituída por alguma outra emoção ou atitude racional, única maneira de não fazermos de relação com o outro uma relação de ódio e guerra, assim como única maneira de tornarmos as relações sociais possíveis.


Estamos diante de algo “novo” ou apenas há maior exposição dos casos em função das ferramentas de comunicação?


Nada de novo há nesse comportamento. Pelo contrário, a cena do garoto negro, preso a um poste, com uma argola no pescoço, é coisa das podres entranhas da sociedade brasileira que, em seu passado, foi escravista, em seu modo de produção e estrutura social, e que, hoje, permanece escravista de modo imaginário, com efeitos práticas nas relações sociais.
 
Qual deve ser a reação da sociedade diante desses casos?


A sociedade brasileira deve repudiar toda a ideologia de “justiça com as próprias mãos”. Rechaçar toda ideologia falaciosa que o Estado não atua, que é ausente, que não há punição para os criminosos  e bandidos. Isso é discurso de gente autoritária, fascista ou ignorante. Além, é claro, é discurso de segmentos interessados num Estado autoritário, repressivo e complementado, ilegalmente, por bandos de extermínio, assassinos de aluguel, milícias criminosas.
 
Fonte:
 
 
Saludos!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Movimentos sociais na América Latina

iSaludos hermanos!

Infelizmente o Brasil vive a toque de caixa! Basta acontecer mais um episódio que a mídia eleja como de importância nacional que um aproveitador e sensacionalista de plantão já atira para todos os lados como "salvador da pátria".....

De forma alguma queremos menosprezar a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes - pelo qual devemos prestar todo respeito, por ser um trabalhador que estava no ato do seu ofício para poder informar a sociedade brasileira e também o mundo, já que vivemos na era da volatilidade da informação - mas vi circulando no whatapp de uma certa autoridade que esbravejava pela pena de morte. Bom o vídeo não encontrei, mas fica a dica está rolando nos grupos do whatsapp...

Bom, mas o que quero trazer à discussão é a temática sobre os movimentos sociais, que considero todos legítimos, porém a violência tira sua legitimidade, pois vivemos em uma Democracia e todos podem expressão suas opiniões. Diferentemente de sistemas ditatoriais, que já tivemos no Brasil e ainda os temos na América Hispânica. Destarte,segue logo abaixo um extrato da matéria do El pais,sobre os conflitos contra o governo na Venezuela para possamos compará-los e tirarmos nossas próprias conclusões e não entramos na onda desses politiqueiros sensacionalistas e aproveitadores de plantão que ficam apenas esperando uma catástrofe acontecer para pegarem carona!

Veja aqui a reportagem do El pais.


Para finalizarmos já que estamos hablando de paises hispanos que tal um clip do Calle13!
Bueno fin de semana!


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Música, Filosofia, Teatrealidade, Espiritualidade....isso é Paulinho Moska!

Saludos mis amigos!

Que pena que o show não será no final de semana, mas certamente, um dos mais (pelo menos na minha simplória opinião!) plurais artistas de nossa atual música: simplesmente Paulinho Moska estará nesta segunda próxima (10) nos brindando com suas belas canções.

Mientras, o mega pop star Elton $ohn estará na vizinha Fortaleza, nos próximos dias, cobrando uma fortuna, nosso santo de casa, digo: Moska, fará seu show em um dos teatros mais modernos e confortáveis do Nordeste, por apenas R$ 30,00.

Bom como sou suspeito, segue abaixo o release e logo em seguida um clip do poeta para começarmos bem o fim de semana!


Paulinho Moska mostra seu recente e elogiado trabalho

Publicação: 07 de Fevereiro de 2014 às 00:00

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O cantor e compositor carioca Paulinho Moska é o nome da nova edição do Projeto MPB Petrobras, que traz shows de músicos renomados a preços acessíveis. O show que Moska trará para o palco, às 20h, será no formato de voz e violão e tem no repertório canções de seu último e elogiado trabalho, o CD e DVD “Muito pouco para todos”. A noite será aberta pela cantora local Clara Menezes.
DivulgaçãoPaulinho Moska se apresenta em formato de voz e violãoPaulinho Moska se apresenta em formato de voz e violão

O show celebra os 20 anos de carreira do artista. Moska já compôs para diversos nomes da nova MPB desde os anos 90, e suas canções frequentam trilhas de telenovelas, rádios e palcos alternativos com a mesma desenvoltura. O repertório mistura sucessos com canções extraídas de seu álbum duplo “Muito Pouco” (2010). Ele tocará músicas como “A seta e o alvo”, “O último dia”, “Pensando em você”, “A idade do céu”, “A flor e o espinho”, “Tudo novo de novo”, “Somente nela”, “Lágrimas de diamantes”, “Soneto do teu corpo”, entre outras.

Paulinho Moska ficou conhecido após estourar com a banda Inimigos do Rei, em 1987, que fazia um rock/pop dançante e bem humorado. A partir de 1993 partiu para a carreira solo. Formato em teatro e cinema, o músico já mostrou a face de ator diversas vezes, em filmes como “O homem do ano” e “Minutos atrás”, e seriados de televisão.

Serviço:
Paulinho Moska. Segunda, às 20h, no Teatro Riachuelo. Entrada: R$30 (inteira) e R$15 (estudante). Tel.: 4008-3700. 

Paulino Moska: O último dia

Hasta la vista!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Una buena película para mirar en el cine: A menina que roubava livros

Hola hermanos!

Para começar uma buena semana, qué tal una pelicula muy buena?

Pois é: " A menina que roubava livros". Vi e recomendo, pois é muito bom. Vejam logo abaixo a sinopse y miren la pelicula está sendo exibido nos cinemas de Natal!

Cinema

‘A Menina que Roubava Livros’ se perde em salada de temas

Baseado no best-seller do australiano Markus Zusak, filme até consegue entreter por duas horas, mas erra ao tentar contar muitas histórias em pouco tempo

Meire Kusumoto
A adaptação para o cinema de A Menina que Roubava Livros estreia no país, nesta sexta-feira, sob alta dose de expectativa dos fãs que leram o livro do australiano Markus Zusak, desde 2007 no país. E não foram poucos: o romance foi um verdadeiro sucesso editorial e permaneceu 99 semanas seguidas na lista de mais vendidos de VEJA, onde aparece agora na quarta posição, acumulando 111 semanas não consecutivas na relação. Foi esse êxito, diga-se de passagem, que projetou no mercado a Intrínseca, então uma pequena editora carioca de apenas quatro anos, que se consolidaria comercialmente com fenômenos como as sériesCrepúsculo e Cinquenta Tons de Cinza. O filme, dirigido por Brian Percival (responsável por alguns episódios da série de TV Downton Abbey), segue a obra com fidelidade, na medida do possível. Mas ainda sem um futuro tão promissor quanto o livro, o longa deixa a sensação de que algo está faltando – ou sobrando.

Leia também:
Trailer de 'A Menina que Roubava Livros' ressalta o drama de judeu escondido do nazismo


A Menina que Roubava Livros, o filme, começa em 1938 na Alemanha, mostrando Liesel Meminger (Sophie Nélisse), uma garota deixada pela mãe comunista, que precisa fugir do avanço nazista. Ela é adotada pelo casal alemão Hans (Geoffrey Rush) e Rosa (Emily Watson). No caminho para a nova casa, Liesel se depara com a morte pela primeira vez: seu irmão mais novo não resiste à viagem de trem. Durante o enterro, feito à beira da ferrovia, um dos coveiros deixa cair no chão um manual da sua profissão e é prontamente resgatado pela menina, que, em vez de devolver, toma para si o pequeno volume, mesmo sem saber ler.

Após sofrer bullying na escola por ser iletrada, ela pede a Hans que a alfabetize. A dupla usa o manual como cartilha e Liesel logo apresenta progresso. Ela rouba então o seu segundo livro, de forma mais ousada: resgata um volume de uma das fogueiras feitas para queimar obras consideradas subversivas por Adolf Hitler e o Partido Nazista. Outros livros serão roubados da mulher do prefeito, Ilsa Hermann, que abre as portas de sua ampla biblioteca para Liesel.


Na vizinhança, a menina tem um amigo, Rudy (Nico Liersch), garoto divertido e dado aos esportes que sonha em ser como Jessie Owens, o americano negro que se destacou nas Olimpíadas de Berlim de 1936, em plena Alemanha nazista, ao receber quatro medalhas nas provas de atletismo. A tranquilidade vivida por Liesel na casa de Hans e Rosa é abalada, como não poderia deixar de ser, pelo estouro da Segunda Guerra Mundial. Além da tensão que a família compartilha com os vizinhos durante ataques aéreos e outros momentos, o trio se vê em situação delicada quando passa a esconder em sua casa o judeu Max (Ben Schnetzer), filho de um soldado que havia salvado a vida de Hans durante a Primeira Guerra Mundial.

Somada a esse enredo, há a escolha interessante feita por Zusak, e repetida pela produção, de narrar a história pela perspectiva da Morte, que se torna uma personagem com vontade e voz – no filme, a do ator Roger Allam. Todas essas tramas correm em paralelo, sustentadas por boas atuações, principalmente a de Sophie Nélisse, que faz uma Liesel forte e delicada, ao mesmo tempo. No entanto, na tentativa de dar conta de tudo o que o texto de Zusak aborda, A Menina que Roubava Livros acaba se tornando uma salada de temas, algo que é indispensável a um romance, mas em um filme pode confundir o espectador e deixar de lado aprofundamentos importantes em certas partes da história.

Brian Percival, com carreira consolidada na televisão, ainda é iniciante no cinema, e dirige de forma determinada a não sair da zona de conforto. Por isso, o filme não erra feio a ponto de aborrecer quem está diante da tela, mas também não consegue provocar grandes emoções ou impressionar por sua originalidade. É uma adaptação que entrega ao espectador duas horas de entretenimento e uma bela trilha sonora, lembrada, inclusive, nas indicações ao Oscar, e só.

Fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/a-salada-de-temas-em-a-menina-que-roubava-livros

No podria me olvidar de esta canción, pues é muy buena:



Saludos y una buena semana hermanos!


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Teatro free em Natal

Saudações internautas!

Segue logo abaixo uma dica cultural que está acontecendo no TAM, a qual hoje terá duas apresentações completamente free!

Estive ontem lá e conferi a peça é muito boa. Vejam o release abaixo!

Experimento cênico sobre a vida

Publicação: 31 de Janeiro de 2014 às 00:00

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Yuno Silva
Repórter

A narrativa fragmentada e a possibilidade do enredo ganhar forma ao longo da encenação fazem de “Ninguém Falou que Seria Fácil” uma experiência, sensorial e dialética, de mão dupla. Em cena, três gerações de uma família; em jogo, situações comuns que proporcionam identificação imediata – e muito do que se vê no palco depende da sintonia entre elenco e plateia. É com esse formato aberto que o grupo carioca de teatro Foguetes Maravilha desembarca em Natal para três sessões gratuitas do espetáculo no Teatro Alberto Maranhão. Hoje a apresentação (20h) será seguida de debate, amanhã o grupo promove oficina durante o dia (10h) e duas sessões à noite (18h e 20h). Os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência no próprio TAM.
renato mangolinEspetáculo premiado Ninguém Falou que seria Fácil, com direção de Alex Cassal e Felipe Rocha, chega a Natal para apresentações gratuitas e debates no TAMEspetáculo premiado Ninguém Falou que seria Fácil, com direção de Alex Cassal e Felipe Rocha, chega a Natal para apresentações gratuitas e debates no TAM

A trama, que mistura cotidiano e uma compilação de esquetes, inclui no “sopão” cênico filmes franceses dos anos 1970, dança contemporânea, dramas familiares e fábulas para crianças. Com direção de Alex Cassal e Felipe Rocha, este último também no elenco, ao lado dos atores Renato Linhares e Stella Rabello, “Ninguém falou...” traz como marcas da dramaturgia o humor, a ironia, os jogos de linguagem, a troca de papéis e a desconstrução e reconstrução de convenções teatrais. A montagem ganhou os prêmios Prêmio Shell 2011, APTR 2011 e Questão de Crítica 2011 na categoria autor. Esta é a primeira vez do Foguetes Maravilha no RN, passagem que faz parte da mini turnê nordestina viabilizada através do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2013/14. Além de Natal, o grupo esteve em Recife, dentro no festival Janeiro de Grandes Espetáculos.

“Muito da performance da cena parte da relação com a plateia, conversamos com as pessoas olhando no olho. Temos a sorte do público se integrar logo de cara à proposta”, disse o ator e co-diretor Felipe Rocha, também autor do texto. “Em Teresina, por exemplo, uma mulher da plateia foi provocada a responder uma pergunta e já acrescentou outra informação. Acredito que tenha ficado à vontade para construir junto pois, apesar do roteiro ser fechado, damos espaço para esse tipo de intervenção”. O próprio título da peça deixa margem para leituras positivas e negativas. Alex e Felipe conversaram com o VIVER na manhã de ontem, no saguão do hotel onde estão hospedados.

“O roteiro é bem amarrado, há falas e deixas bem pontuadas, mas damos brechas para os atores agirem de acordo com a interação. Optamos por reagir com o que acontece em volta”, disse Cassal, ressaltando que, por não ser linear, “a cada nova informação relocamos tudo o que está em jogona cena. Não há causalidade, dentro do sopão de temas os personagens se revezam e a costura desse apanhado de esquetes não tem uma amarração rígida”.

Sobreposição de personagens

Alex e Felipe frisam que apesar de atravessar gerações, o espetáculo não conta uma saga épica: no olho do furacão estão as situações e não a história desta ou daquela família. “Todo mundo se identifica em algum momento”, garante o ator, autor e co-diretor. Felipe Rocha começou escrever “Ninguém Falou que Seria Fácil” em 2009, durante estadia de três meses na Europa, quando recebeu uma bolsa do governo francês para participar de residência literária. “Naquela época, minha filha estava com a idade do personagem criança do espetáculo, por isso falamos tanto de identificação”, justifica. Foram 18 meses de trabalho até a estreia.

A dinâmica da alternação de papeis buscou referência nos tempos áureos d’Os Trapalhões, quando Didi, Dedé, Mussum e Zacarias davam vida a vários personagens sem a intenção de fingir ser quem não eram. “Essa simplicidade nos interessa, acreditamos na relação dos personagens”, disse Alex Cassal. O diretor observa que “os atores interpretam vários personagens, mas as características acabam se repetindo, não temos hierarquias”.

O maior desafio para resolver foi na cena do “sapo cansado”, onde os três atores em cena acumulavam dezenas de personagens. “No início tínhamos uma superposição com dezenas de figuras, no final ficaram meia dúzia”, disse Alex. “Fomos vendo até que ponto conseguíamos interpretar sem perder o domínio da história nem confundir a plateia”, finalizou Felipe.

Bate-papo - Alex Cassal
Diretor

Até que ponto a plateia interfere no espetáculo?

“Como a peça foi foi engendrado para permitir  interferências, a cada rodada de debate e oficinas o grupo atualiza a dramaturgia. Mas nada pontual, apenas nos alimentamos e por vezes incluímos desdobramentos. Estamos abertos para absorver e reagir.

Qual o foco da oficina?
Teremos exercícios de interpretação e improviso, tudo simples, em contexto com o que a gente vem trabalhando. Então o desenrolar da oficina depende muito do grupo que está participando.

Serviço

Espetáculo “Ninguém Falou que Seria Fácil”, com o grupo Foguetes Maravilha (RJ). Sexta (20h) e sábado (18h e 20h) no Teatro Alberto Maranhão. Ingressos gratuitos, distribuídos uma hora antes.

Fonte:
http://tribunadonorte.com.br/noticia/experimento-cenico-sobre-a-vida/273172