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domingo, 22 de dezembro de 2013

Drogas ilícitas no Brasil: ausências de políticas de enfrentamento e seus desdobramentos

Saudações caríssimos (as) internautas!


Vejam logo abaixo uma matéria sobre drogas e inação do Estado, e logo abaixo uma minipalestra do sociólogo, escritor, roteirista e especialista em segurança pública Rodrigo Pimental.

Vale a pena conferir e tirar as próprias conclusões!



2013 tem queda na apreensão de drogas

Publicação: 22 de Dezembro de 2013 às 00:00

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Se a Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte não conseguiu manter o nível de apreensões de drogas durante esse ano, o mesmo não se pode afirmar com relação às demais polícias potiguares. A Polícia Militar conseguiu, de janeiro a novembro passado, tirar de circulação quase meia tonelada de maconha, mais de seis quilos de crack e pouco mais de três quilos de cocaína.

No mesmo período, em 2012, o volume de drogas subtraídas das mãos de usuários e traficantes foi – com exceção da maconha – menor: 509,194 kg da erva; 2,085 kg de crack e 0,435 kg de cocaína.

A superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Norte (PFRN) também obteve bons resultados em 2013, especialmente no tocante à apreensão de maconha. Este ano, foram 950,37 kg da droga apreendidas. Além disso, a PFRN encontrou 1,53 kg de crack e, no Aeroporto Internacional Augusto Severo, conseguiu realizar a apreensão de 15,947 kg de cocaína que resultou na prisão de dois brasileiros e um estrangeiro de Cabo Verde.

Até o dia 30 do mês passado,  a Polícia Civil, através da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Natal, efetuou a apreensão de 1,260 tonelada de maconha; 7,360 kg de cocaína e 10,640 kg de crack. Os números são bem superiores aos registrados ano passado quando a mesma delegacia conseguiu capturar 543 kg de maconha; 3,200 kg de cocaína e 2,670 kg de crack.

De acordo com o titular da delegacia especializada, delegado Ulisses de Souza, as apreensões são resultados do esforço dos agentes. “Apesar do reduzido efetivo, conseguimos realizar um bom trabalho”, coloca. O policial informa ainda  que conseguiu prender 103 traficantes e apreendeu 15 carros e 11 motocicletas durante este ano. “E a sociedade pode esperar mais resultados. Estamos trabalhando em algumas operações que trarão tranquilidade às famílias”, diz.

Apesar do número de apreensões de entorpecentes realizadas pelas polícias Civil, Militar e Federal ter aumentado nos últimos meses, o índice de violência não diminuiu. Ao contrário.  A secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) registrou mais de mil homicídios somente este ano.

Para combater a onda de violência, o Governo do Estasdo anunciou a criação da chamada Divisão de Homicídios na Polícia Civil, mas o projeto nunca saiu do papel. O delegado geral, Ricardo Sérgio, afirma que tudo está sendo encaminhado à Consultoria Geral do Estado e à Secretaria de Estado  da Administração e Recursos Humanos (Searh), mas que ainda não se sabe nem mesmo onde será sediada a unidade.

A Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol) estuda alugar um prédio já pronto, mas definiu ainda em que endereço. Quanto a orçamento, nem isso tem. O projeto está indo para a CGE para ser feita a sua análise jurídica, e a Searh fará o estudo do impacto na folha de pagamento do Estado. “São muitas variáveis, por isso não podemos definir”, explica Sérgio.

De concreto só se tem o efetivo a ser disponibilizado para essa divisão especial da Polícia Civil. A proposta é que 80 policiais, sendo 18 delegados, 17 escrivães e 45 agentes façam parte da mega equipe. Mas é um dos impasses. A atual gestão estadual alega que não pode aumentar seu quadro de pessoal pois esbarra nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).


Fonte:

Click aqui e veja uma palestra de Rodrigo Pimentel  e sua teoria da disputa territorial, dentre as quais as drogas também fazem parte.



Boas festas e um ano ano de muitas saúde, paz e realizações!

À bientôt mes amis!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mapeamento de pontos de venda de drogas nas capitais brasileiras, inclusive Natal!

Ainda on vacation, but atento aos acontecimentos!


Cenários do crack

Mapeamento feito pela Secretaria Nacional Antidrogas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) traçou cenário das cracolândias nas capitais brasileiras

estadao.com.br

De acordo com o levantamento, Natal possui três zonas com alta densidade de usuários da droga, localizadas nos bairros de Potengi, Quintas e Praia do Meio.
Reprodução/EstadaoMapa do crack no BrasilMapa do crack no Brasil
De acordo com o estudo, a capital potiguar também apresenta concentração de usuários, mas em menor quantidade, nos bairros de Capim Macio e Ponta Negra.

O mapeamento pesquisou 16 das 26 capitais do país, além do Distrito Federal. Além de Natal também foram analisadas a densidade de usuários de crack nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, João Pessoa, Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, Distrito Federal, Cuiabá, Vitória, Rio Branco, Manaus, Boa Vista, Macapá, Belém, São Luís e Teresina.

Veja o mapa aqui




As autoridades com a palavras!




PS.: Agradecemos ao escritório do deputado Fernando Mineiro, que nos enviou esta matéria, beforehand!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Uma discussão interessante e profícua sobre as drogas!

Esta matéria da Veja foi publicada Blog Dica Segura, podendo ser acessada na íntegra link: http://dicassegura.blogspot.com/2012/01/veja-pais-que-trata-usuario-de-droga.html, onde fizemos algumas considerações e contraditamos alguns aspectos. Vale a pena conferir!



O país que paga um “auxílio-bandido” maior do que o salário mínimo só poderia tratar o viciado como majestade. Ou: A praça é dos drogados e traficantes como o céu é do urubu

Mau negócio hoje em dia é ser apenas um homem comum, esse tipo vulgar que trabalha, que estuda, que se dedica à família, que paga impostos, que sustenta, em suma, a máquina do estado. Se, na pior das hipóteses, ele nem mesmo pertencer a uma das minorias influentes, então está mesmo lascado. Ninguém se interessa por ele. As políticas sociais não lhe são, obviamente, destinadas, e sim às chamadas “populações em situação de vulnerabilidade”, como costuma dizer o humanismo burocrático nativo. Os entes do estado que se dedicam à defesa do interesse coletivo e à proteção dos indivíduos, como o Ministério Público e a Defensoria, tampouco lhe dão alguma atenção. Do próprio Judiciário chegam hoje ecos dando conta de que a função dos tribunais é fazer justiça social — e não apenas… Justiça, sem adjetivos! O homem comum — gente como você, leitora e leitor deste blog, e eu — só é chamado na hora de pagar a conta. Arca, inclusive, com o custo da máquina que sustenta seus algozes.
O Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública de São Paulo armaram um pampeiro contra a ação da Prefeitura e do Estado na cracolândia. Juntam, assim, seus esforços aos do governo federal, que tenta, lá de Brasília, sabotar a operação. O QG do que chega a ter ares de conspiração é a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, cuja titular é a petista Maria do Rosário. Seu braço operativo nesse caso é Ramais de Castro Silveira, secretário-executivo da pasta. Aí está a origem daquele tão magnífico quanto fantasioso plano federal para a cracolândia que ganhou ontem manchete no Estadão — plano que jamais chegou a ser negociado com o Estado ou com a Prefeitura porque nunca existiu. Em nove anos, a gestão petista jamais deu um centavo para o combate ao crack. Na campanha eleitoral, diga-se, os petistas criticaram o governo de São Paulo, que começou a criar clínicas para a internação de dependentes químicos. Volto ao ponto.
Ontem, assistimos a uma cena verdadeiramente patética. Quatro braços do MP estadual decidiram instaurar um inquérito civil para apurar detalhes da ação. Depois de fazer 32 “considerandos”, quatro promotores dizem que a finalidade do inquérito é entender o objetivo da operação, “discutir o fundamento terapêutico da imposição de dor e sofrimento”, apurar episódios de violência e apurar responsabilidades. Muito bem!
Ocorre que tanta “apuração” nem foi feita ainda, e os promotores já se comportaram como juízes, expedindo a sua sentença condenatória. Na entrevista coletiva de ontem, Arthur Pinto Filho, Eduardo Ferreira Valério, Luciana Bergamo Tchorbadjian e Maurício Antonio Ribeiro Lopes demonizaram a ação da Prefeitura e do Estado. Fazer inquérito para quê? Eles já têm o resultado!
Se vocês querem saber como a cracolândia chegou a ser a cracolândia e por que outras tantas estão se formando Brasil afora, o texto do Ministério Público Estadual que anuncia o inquérito fornece a resposta. No “considerando” nº 17, por exemplo, ao fazer o elenco dos motivos que embasam a investigação, os promotores lembram condições estabelecidas já em 2009 para o poder público intervir na região. Leiam com atenção:
“17. Considerando que naquele inquérito civil a Promotoria de Justiça consolidou o entendimento de que a solução do grave problema enfrentado pressupõe, no mínimo, as seguintes características: ação articulada dos órgãos da Assistência Social e da Saúde em todas as etapas; abordagem social eficiente, com criação de vínculos, destinada ao convencimento; encaminhamentos de acordo com cada situação, a equipamentos que funcionem durante 24 horas; tratamento médico adequado, de acordo com as prescrições  terapêuticas aplicáveis, com internações forçadas apenas como exceções, por prazo determinado e ordem médica; acompanhamento social destinado ao retorno à família; implantação de “portas de saída”, isto é, residências terapêuticas ou similares, programas de distribuição de renda, programas de profissionalização, acesso à educação e, por fim, à moradia; “


Logo abaixo segue na íntegra o diálogo que mantivemos com o texto! 


Saudações meu Caro Mairton!
Mais uma vez parabenizo o Blog pela qualidade e quantidade de news nele postado, que possibilita a discussão, dando ênfase, significativa ao esclarecimento da sociedade...
Nesse sentido, gostaria de tecer alguns comentários acerca dessa última postagem, esclarecendo, inicialmente, que mesmo não tomando posicionamento algum em uma dada situação, essa postura, por si só, já é uma escolha. Por outro lado, entende-se que a imparcialidade total, como pregam muitos, é absolutamente impossível e impraticável.
No que concerne à matéria da Veja, logicamente respeitamos a opinião do autor, porém temos algumas divergências, senão vejamos: no último dia 10, deste, postamos uma reportagem da Folha de São Paulo, intitulada “ Carcolândia ainda tem tráfico à luz do dia”, que faz menção às ações desempenhadas pelo poder público paulista, que através da PMESP e outros órgãos  implementaram algumas ações  no sentido de liberar uma localidade no centro da cidade de São Paulo utilizado pelos traficantes e usuários de drogas, especialmente, “o crack”, que pode ser acessada através deste link: http://jbsbrown.blogspot.com/2012/01/retomando-o-assunto-das-drogas-no.html.
Fazendo um link com a matéria da Veja, enfatizamos que nós brasileiros não precisamos tratar os dependentes químicos como “pobrezinhos ou coitadinhos”, mas como seres humanos que necessariamente precisam do apoio da sociedade e do Estado, psico-socialmente, pois ao passo que lhes foi negado historicamente os direitos constitucionalmente garantidos, conforme o artigo 5º da CF/1988, muitos sem outra opção marginalizam-se!
Nessa mesma perspectiva, assevera-se que não se trata de enaltecer um Estado brasileiro paternalista, mas de promover uma reparação (ação que alguns estudiosos denominam de ações afirmativas) àqueles que hoje enchem as ruas e superlotam os presídios, os quais  já foram violentados pelo próprio aparelho repressor de Estado (ARE), conforme Althusser (1978), quando os seus direitos lhes foram e, ainda são negados, na maioria das vezes, impossibilitando-os de outra forma de sobrevivência, que não seja à marginalização. (Acerca dessa temática sugiro Meninos e Mulheres do tráfico, uma co-produção do rapper MV Bill e outros).
Alternativamente, como temos tentado dialogar com alguns teóricos do assunto, dentre os quais o ex-presidente FHC, traz à tona novas formas de enfrentamento de mal, que particularmente denomino um dos maiores da atualidade, pois além de trazer consigo todas mazelas psico-sociais, ainda traz a HIV, dentre outros. No documentário do autor citado ele analisa exemplos implementados em diversos países e de realidades distintas, que pode ser visto neste link: http://tv.estadao.com.br/videos,fhc-fala-sobre-a-descriminalizacao-da-maconha,139451,260,0.htm
Por outro lado, e nesse aspecto concordamos com o colunista da Veja quando ele afirma que nossas leis são benevolentes com criminosos. São mesmo, mas não para os pobres mortais, são apenas para àqueles que conhecem as leis e podem pagar bons advogados e, ou até mesmo pagar por alguma sentença!!! Todavia, para os seres terrenos, esses superlotam e morrem nos presídios, isto é, para àqueles que têm sorte de serem julgados, pois muitos cumprem suas penas em delegacias “travestidas” de presídio provisórios, flagrantemente indo de encontro à Lei de Execuções Penais.
Por fim meu Nobre, espero que esse locus de discussão esteja sempre aberto para problemáticas como essa, que pode afligir, qualquer um, inclusive nossos amigos e familiares,  até nós mesmos, seja pela marginalização da qual nos reportamos anteriormente, seja pelas vicissitudes da vida.

Um forte abraço e espero o amigo também visitando o nosso Educação e Segurança, contribuindo com a Inteligência e perspicácia que lhe é peculiar!


Como de praxe, segue logo abaixo um vídeo que trata da relação drogas e violência!


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Retomando o assunto das drogas no Brasil!!!

Saudações Caríssimos Internautas!!

Depois de alguns dias sem postagens, no período festivo, de final do ano, estamos em pleno vapor no que concerne à preparação para recapacitação dos Operadores de Seguração de todo o país, com foco, principalmente, à Copa das Confederações, em 2013, Copa do Mundo de Futebol, em 2014 e às Olimpíadas, de 2016, conforme deixamos postado neste Blog, por, aproximadamente  três semanas, todos os pré-requisitos que os PMs deste estado deveriam preenchem para se candidatar a tornarem-se Multiplicadores, Especialistas, ou ainda Operadores, detentores do Certificado Copa.

Todavia, a ênfase desta postagem é um dos males que mais assola a população mundial - as drogas, sejam lícitas ou ilícitas. As primeiras, ceifaram centenas de vidas, por ocasião dos festejos do réveillon. Só no RN foram mais de 30 acidentes, com quase 700 notificações aplicadas pela PRF conforme: http://www.nominuto.com/noticias/policia/prf-registra-30-acidentes-e-multa-696-condutores-no-reveillon/80454/.

No que tange às segundas, temos postado algumas matérias e estudos realizados no país e no exterior, buscando vencer essa batalha, a qual se torna mortal, tanto pela dependência que causa, bem como e, principalmente, pela violência que é desencadeada, no processo de produção e comercialização. (Para não nos tornarmos redundante, outras postagens podem ser acessadas, nesse mesmo endereço, que esclarecem e esmiúçam tais especificidades. Um dos mais interessantes e, teoricamente embasados é o vídeo documentário do ex-presidente FHC). 

Logo abaixo segue uma matéria da Folha de São Paulo que publiciza a inoperância e/ou a ineficácia de medidas que têm o cunho, eminentemente, repressivo de enfrentamento dessa problemática social. A reportagem em comento, dar conta de que, mesmo após a ação da PMESP ter esvaziado a "Cracolândia", local no centro de São Paulo, utilizado por traficantes e viciados, principalmente em crack, o consumo continua acontecendo à luz do dia, pois os dependentes sem um apoio especializado e um local adequado para seu tratamento são incapazes de livrar-se do vício. Vale a pena conferir!

10/01/2012 - 08h42

Cracolândia ainda tem tráfico à luz do dia




Hoje na FolhaQuase uma semana depois de a PM deflagrar a operação na cracolândia, no centro de São Paulo, traficantes ainda atuam à luz do dia na região.



Nesta segunda-feira (9), por volta das 11h, a reportagem flagrou um grupo de pessoas vendendo e consumindo crack no cruzamento das ruas Guaianases e Aurora, mesmo com a região ocupada por mais de cem homens da PM e da Guarda Civil Metropolitana.
Danilo Verpa-9.jan.12/Folhapress
Policial militar de moto intimida usuários de crack na esquina das ruas Guaianazes e Aurora, no centro de São Paulo
Policial militar de moto intimida usuários de crack na esquina das ruas Guaianases e Aurora, no centro de SP

Até agora, a operação iniciada na semana passada conseguiu retirar de circulação menos de meio quilo de crack (428 gramas). Isso daria, segundo especialistas, para o consumo de apenas um dia na cracolândia...




Conforme já asseveramos em outras oportunidades, é forçoso que ações combinadas sejam implementadas, que mesclem atuação policial com tratamento dos dependentes. Como a própria matéria aponta, com a abertura de uma unidade de tratamento da prefeitura de São Paulo, com capacidade para 1.200 pessoas, que começará a aperar esse mês, pode ser um saída viável a longo prazo. 


Noutra perspectiva, medidas mais ousadas como outros países defendem e aplicam, como Holanda e Canadá, podem  ser analisadas. Uma delas é a criação de áreas públicas para consumo, onde o dependente está livre da violência dos traficantes e também do Estado (conforme Pierre Bourdieu, 1978, aqui já discutido), pois têm assistência de pára-médicos, ficando livres de uma contaminação de HIV, por siringas contaminadas e também de uma overdose, pois àqueles agentes do Estado disponibilizam siringas e antídoto.

Mais uma vez, esclarecemos que não se trata de apologia, mas de esclarecimento e compreensão de que esse problema, é muito mais de saúde pública, que policial...

Veja esse vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões!


E então o que achou? Agora uma mensagem mais poética da banda gospel Catedral, que também fala acerca das drogas!



Je vous embrasse!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Retomando o assunto das drogas no Brasil!!!

Ao mesmo tempo que os saúdo, meu Caríssimos (as), pedimos nossas escusas pela ausência de mais de quatro dias sem nenhuma postagens, visto que nosso intuito é pelo menos três papers semanais, mas que infelizmente os ossos do ofício policial militar, muitas vezes nos impede de maiores vôos na seara particular....Mas deixemos de desculpas e voltemos ao ponto!!!

Como o próprio título chama a atenção, certamente, em virtude da polêmica da temática, esta será recorrente nas discussões.
Desta feita, o que traremos à baila (balha, como desejarem) são algumas considerações acerca da canabis sativa, popularmente conhecida como maconha.

Esclarecemos que não há qualquer objetivo de fazer ou deixa de fazer apologia a citada substância, mas tão somente tentar esclarecer alguns tabus que cercam, por ignorância e preconceito sobre a mesma.

Ao mesmo tempo que, em outra vertente, enfatiza-se que drogas como o tabaco e o álcool  (legais) são tão nocivas, físico-psico e socialmente que àquela e, ainda o mercado lucrativo e violento da droga ilegal.

Conforme matéria da revista Superinteressante, famosa por seu caráter de investigação científica,

"No Brasil, a planta chegou cedo, talvez ainda no século XVI, trazida pelos escravos (o nome “maconha” vem do idioma quimbundo, de Angola. Mas, até o século XIX, era mais usual chamar a erva de fumo-de-angola ou de diamba, nome também quimbundo). Por séculos, a droga foi tolerada no país, provavelmente fumada em rituais de candomblé (teria sido o presidente Getúlio Vargas que negociou a retirada da maconha dos terreiros, em troca da legalização da religião). Em 1830, o Brasil fez sua primeira lei restringindo a planta. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro tornou ilegal a venda e o uso da droga na cidade e determinou que “os contraventores serão multados, a saber: o vendedor em 20 000 réis, e os escravos e demais pessoas, que dele usarem, em três dias de cadeia.” Note que, naquela primeira lei proibicionista, a pena para o uso era mais rigorosa que a do traficante. Há uma razão para isso. Ao contrário do que acontece hoje, o vendedor vinha da classe média branca e o usuário era quase sempre negro e escravo".

O que a proibição do álcool tem haver com a popularização da maconha!



Ainda conforme a SUPER " Em 1920, sob pressão de grupos religiosos protestantes, os Estados Unidos decretaram a proibição da produção e da comercialização de bebidas alcoólicas. Era a Lei Seca, que durou até 1933. Foi aí que Henry Anslinger surgiu na vida pública americana – reprimindo o tráfico de rum que vinha das Bahamas. Foi aí, também, que a maconha entrou na vida de muita gente – e não só dos mexicanos. “A proibição do álcool foi o estopim para o ‘boom’ da maconha”, afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines, especialista na história dos narcóticos, em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, ainda sem versão para o Brasil). “Na medida em que ficou mais difícil obter bebidas alcoólicas e elas ficaram mais caras e piores, pequenos cafés que vendiam maconha começaram a proliferar”, escreveu.
Anslinger foi promovido a chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição e sua tarefa era cuidar do contrabando de bebidas. Foi nessa época que ele percebeu o clima de antipatia contra a maconha que tomava a nação. Clima esse que só piorou com a quebra da Bolsa, em 1929, que afundou a nação numa recessão. No sul do país, corria o boato de que a droga dava força sobre-humana aos mexicanos, o que seria uma vantagem injusta na disputa pelos escassos empregos. A isso se somavam insinuações de que a droga induzia ao sexo promíscuo (muitos mexicanos talvez tivessem mais parceiros que um americano puritano médio, mas isso não tem nada a ver com a maconha) e ao crime (com a crise, a criminalidade aumentou entre os mexicanos pobres, mas a maconha é inocente disso). Baseados nesses boatos, vários Estados começaram a proibir a substância. Nessa época, a maconha virou a droga de escolha dos músicos de jazz, que afirmavam ficar mais criativos depois de fumar.
Anslinger agarrou-se firme à bandeira proibicionista, batalhou para divulgar os mitos antimaconha e, em 1930, quando o governo, preocupado com a cocaína e o ópio, criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório nos moldes do FBI para lidar com drogas), ele articulou para chefiá-lo. De repente, de um cargo burocrático obscuro, Anslinger passou a ser o responsável pela política de drogas do país. E quanto mais substâncias fossem proibidas, mais poder ele teria".

O que se intenta esclarecer, ou pelo menos, tornar mais visível à população, em geral, é que esse é um mercado lucrativo, mas que muitos, principalmente, àqueles oriundos da população menos abastarda, são os únicos marginalizados quando "trabalham" vendendo ou possibilitando tal comércio e, em segunda instância, quando são mortos ou  matam, para fazer funcionar essa "indústria que enriquece outros setores da sociedade!!!!

Nas próximas postagens traremos um pouco sobre o que a Ciência já descobriu sobre a canabis sativa.

A matéria completa pode ser acessada neste link:  http://super.abril.com.br/ciencia/verdade-maconha-443276.shtml

Dicas de documentários (livro e vídeo):
Falcão menos do tráfico; e
Mulheres do tráfico.

Autores: MVBill et al.



Para saber mais

Na livraria
O Grande Livro da Cannabis, Rowan Robinson, Jorge Zahar, 1999
A Maconha, Fernando Gabeira, Publifolha, 2000
Science of Marijuana, Leslie L. Iversen, Oxford, Ingleterra, 2000
The Pursuit of Oblivion: A Global History of Narcotics 1500-200, Richard Davenport-Hines, Weidenfeld & Nicolson, Ingleterra, 2001
Diamba Sarabamba, Anthony Henman e Osvaldo Pessoa Jr. (organizações), Ground, 1986

Plantas de los Dioses, Richard Evans Schultes e Albert Hofmann, Fondo de Cultura Económica, México, 1982
The Emperor Wears no Clothes, Jack Herer, Green Planet Company, Inglaterra, 1994
Green Gold the Tree of Life, Chris Bennett, Lynn e Osbum, Judy Osbum, Access, EUA, 1995
Amores e Sonhos da Flora, Henrrique Carneiro, Xamã, 2002