Mostrando postagens com marcador Politi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Politi. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de dezembro de 2013

Falta de vontade política pode inviabilizar projeto da segurança no RN

Bonjour mes amis!

Fecharemos o ano de 2013 com a matéria que abaixo se segue, a qual trata da possibilidade de não efetivação de projetos que potencializariam a segurança pública no RN, esperando que 2014 seja melhor para a segurança pública do nosso estado, sobretudo, no concerne aos índices de homicídios, por cem mil habitantes.


Vale a pena conferir e refletir acerca da máxima presente na CF/1988, isto é, de que todos temos direito à segurança pública, mas também deveres e obrigações e, infelizmente, nesta seara, a sociedade (talvez, até por motivos históricos) seja apática e/ou até receosa e desconfiada acerca das políticas e ações implementadas ou  em planejamento (CALDEIRA, 2000).



RN corre risco de perder R$ 40 milhões

Publicação: 29 de Dezembro de 2013 às 00:00

Comentários0

Roberto Lucena - repórter

O Rio Grande do Norte corre o risco de perder benefícios que seriam viabilizados através do Programa Brasil Mais Seguro, do Governo Federal. O acordo para implantação do programa que destinaria R$ 40 milhões ao Estado foi assinado em agosto passado, no entanto, até o momento, o Governo do Estado não garantiu a implantação de pelo menos seis projetos. As melhorias no âmbito da segurança pública esbarram na falta de efetivo e organização.
Joana LimaCentro Integrado de Comando e Controle Regional, que será o cérebro da Segurança Pública na Copa 2014, funciona na Escola de Governo, mas a estrutura é do Ciosp. Equipamentos ainda não chegaramCentro Integrado de Comando e Controle Regional, que será o cérebro da Segurança Pública na Copa 2014, funciona na Escola de Governo, mas a estrutura é do Ciosp. Equipamentos ainda não chegaram

Lançado ano passado pelo Governo Federal,  o Programa Brasil Mais Seguro integra o Plano Nacional de Segurança Pública do MJ e é coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O Rio Grande do Norte foi o terceiro Estado a aderir ao programa. O foco principal é o aparelhamento e fortalecimento das polícias com objetivo de proporcionar a redução da criminalidade no Estado. Para se ter ideia, este ano, o número de homicídios supera a marca de 1.600 mortes.

Para alcançar o objetivo, algumas metas foram estabelecidas. A criação da Divisão de Homicídios e reaparelhamento do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) são prioridades. Todavia, passado quatro meses após a assinatura da adesão ao programa, a secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) não conseguiu assegurar o programa.

Devido à letargia da Sesed, a titular da Senasp, Regina Miki, enviou ofício ao secretário Aldair da Rocha questionando o porquê da detença. O secretário minimiza o problema e afirma que, apesar de extenso, o ofício concentra os questionamentos em apenas dois pontos: reaparelhamento do Itep e convocação de policiais. “O programa tem várias diretrizes. Algumas já foram asseguradas. Porém, quando o assunto é polícia técnica, temos esse problema: não podemos contratar. Infelizmente temos cerca de seis metas com o pé no freio por causa disso”, explica Aldair, sem elencar quais seriam as seis metas.

Com relação ao reaparelhamento do Itep, o secretário lembra que algumas medidas foram tomadas. “Exoneramos o antigo diretor e fizemos aquela auditoria”, coloca. Apesar de afirmar que não pode contratar pessoal, o secretário, na última sexta-feira, confirmou que haverá concurso público para o Itep. “Precisamos de pessoal qualificado. O número de peritos é muito baixo”, disse.

O edital do concurso deverá ser publicado no prazo de 90 dias. Não há informações com relação a número de vagas nem quando as provas serão aplicadas. No mesmo dia, a governadora Rosalba Ciarlini divulgou concurso público destinando 120 vagas para o Corpo de Bombeiros. “Fora isso, estamos analisando junto à PGE [Procuradoria Geral do Estado] uma forma de convocar policiais civis sem ultrapassar a LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal]”, explica Rocha.

MPE
O Ministério Público do Estado (MPE) está acompanhando o cumprimento e a execução do projeto Brasil Mais Seguro. Entre as diligências iniciais está a comunicação da instauração à Senasp a fim de que informe ao parquet qualquer descumprimento que por ventura vier a ocorrer por parte do Governo do Estado em relação aos acordos celebrados.

A promotora Luciana Assunção informa que não teve conhecimento do ofício encaminhado ao titular da Sesap, mas explica que, de fato, alguns pontos acordados entre Governo Federal e Governo do Estado não foram cumpridos. “A principal falha é na ordem política. O Governo não toma a decisão de realizar concurso ou convocar policiais. Isso atrapalha o andamento do programa”, diz.

Fonte:

Referência:

CALDEIRA, Teresa Pires do Rio.  A polícia uma longa história de abusos. In: Cidade de muros: crime segregação e cidadania. Ed. Edusp. 2000.

E que tal um 2014... like imeged John Lennon!