domingo, 29 de abril de 2012

O mundo encantado do ECA II


Cidades
Edição de domingo, 29 de abril de 2012 
Pior do que cadeia
Espaço que deveria servir para a ressocialização de adolescentes não cumpre papel e confina internos
Paulo de Sousa
jpaulosousa.rn@dabr.com.br 


Diretor do Ceduc Pitimbu, José Alberto Fonseca, admite que a estrutura é deficitária para desenvolver qualquer tipo de atividade de ressocialização . foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Adolescentes do sexo masculino com idade média entre 12 a 17 anos da Grande Natal que cometem infrações graves como assalto, homicídio, ou latrocínio (roubo seguido de morte), ou mesmo aqueles que são reincidentes em delitos menores, costumam ser internados no Centro Educacional (Ceduc) Pitimbu, em Parnamirim. A intenção é que eles venham a cumprir medida socioeducativa, com direito a aulas, atividades esportivas e mesmo cursos profissionalizantes, proporcionando sua ressocialização. Mas a situação atual da unidade é bem distante disso. Para a juíza da Vara da Infância e da Juventude de Parnamirim, Ilná Rosado Motta, o Ceduc Pitimbu "é pior do que muitas cadeias".

A equipe de O Poti/Diário de Natal acompanhou a visita da juíza Ilná Rosado na última quinta-feira ao Ceduc Pitimbu com o intuito de conferir o andamento das obras de reforma que ela havia determinado judicialmente. Nessa vistoria foi possível verificar que, por causa do atual momento de insegurança da unidade socioeducativa, apenas os núcleos de internamento estão em pleno funcionamento. A própria magistrada constatou que nenhuma atividade estava sendo desenvolvida no Centro Educacional e que os internos estavam em permanente confinamento nas celas. Inclusive, ela ressalta que na rebelião ocorrida no local no último dia 16, os jovens danificaram as grades de várias celas e que o constante confinamento tem gerado um clima de tensão entre os adolescentes. Atualmente existem 33 jovens internados na unidade, que apresenta 13 núcleos de internamento (pavilhões), sendo oito ativos.

Ilná Rosado destaca ainda que já atuou como titular de outras comarcas no Rio Grande do Norte onde existem cadeias públicas e presídios e também tem trabalhado em correições de algumas unidades prisionais do estado pelo Tribunal de Justiça do RN (TJRN). "Eu conheço de perto a situação das cadeias de Caraúbas e de Pau dos Ferros, bem como do Presídio Estadual de Caicó. Em questão de estrutura e de segurança, o Ceduc Pitimbu é muito piorque essas unidades prisionais". A própria magistrada determinou a interdição parcial da unidade devido a relatórios feitos pela Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária do Estado (Suvisa), Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e entregues a ela que apontam problemas estruturais, de segurança e de alimentação graves.

Garantias previstas em lei são descumpridas

Ainda de acordo com a juíza, a unidade apresenta outras falhas que vão de encontro à nova lei que regulamenta o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). Ilná Rosado explica que a lei 12.594/2012 prevê a existência de uma equipe técnica mínima com dois psicólogos, dois assistentes sociais, um coordenador pedagógico, um advogado. "Além disso, deveria existir ainda um nutricionista para supervisionar a alimentação, uma vez que recebemos várias reclamações dos internos sobre a péssima qualidade do alimento oferecido a eles".

A magistrada diz ainda que deveriam ser desenvolvidas, conforme a lei, atividades esportivas, de cultura, lazer e de profissionalização dos adolescentes, mas nada disso tem ocorrido atualmente. "Algumas eram promovidas anteriormente, mas todas deficientes. Por exemplo, na unidade existe uma quadra de futebol improvisada, que consiste em um campo de areia com duas traves. Também era feita uma oficina de pintura por uma voluntária. Agora essas atividades estão totalmente paralisadas devido à falta de segurança, pois os funcionários não têm como retirar os internos das celas pela falta de policiamento. Aliás, vários profissionais que desenvolvem essas atividades atualmente se recusam a ir trabalhar no local por causa disso, problema que se agravou com a última rebelião". Ilná Rosado ressalta que já oficiou o Comando da PM, responsável pela guarda da unidade socioeducativa, que seja aumentado o efetivo policial no local para que as atividades sejam retomadas no Ceduc.

IncapazO diretor do Ceduc Pitimbu, José Alberto Fonseca, admite que a unidade apresenta uma estrutura deficitária incapaz de oferecer as condições mínimas para o desenvolvimento de atividades ressocializantes para os jovens internos. Segundo ele, o Centro Educacional sofre com a falta de estrutura física adequada; de profissionais qualificados dispostos a trabalhar ali; de atividades socioeducativas para os internos; e segurança para os funcionários.

José Alberto diz que, atualmente, o Ceduc não conta com um psicólogo,professor de informática e de serigrafia e apenas um pedagogo, quando precisaria de mais um. Além disso, apenas cinco socioeducadores trabalham ali, sendo necessários ao menos dez. As aulas aos adolescentes, no entanto, ele garante que estavam sendo ministradas normalmente até 15 dias atrás, quando a situação de insegurança provocou a paralisação de todas as atividades. Para o diretor, o Estado deveria atentar para o fato de que é preciso dar condições ao Centro Educacional para que ele preste o atendimento com eficácia. Ele ressalta ainda que o aumento do efetivo de segurança está além de suas atribuições, uma vez que é o Comando da PM que disponibiliza os policiais para o serviço de guarda.

Quanto ao policiamento, logo após o pedido de reforço por parte da juíza, o comandante da Companhia de Policiamento de Guarda (CIPGD), o capitão PM João Fonseca, afirmou que não é possível, a curto prazo, aumentar o efetivo que trabalha no Ceduc Pitimbu. "Todo o efetivo da companhia já está sobrecarregado e não temos como remanejar policiais para unidade".

Sem segurança, escola para internos está fechada

Dentro do Ceduc Pitimbu há um prédio que funciona como anexo da Escola Estadual Djalma Aranha Marinho, do conjunto Cidade Satélite, em Natal, com uma equipe de quatro professoras. Uma delas, Vanderlúcia Rebouças, explica que em tempos de normalidade, quando havia segurança, as aulas eram ministradas sem qualquer problema. São dadas aos internos aulas do ensino fundamental, cumprindo os 200 dias letivos no ano, somente pelo horário da manhã. "Mas não cumprimos as 800 horas/aula porque não tem como juntar todos os 33 internos em uma só sala, já que há bastante rixas entre eles".

Já a professora Rosângela Lima reclama da falta de condições de trabalho. Segundo ela, os problemas começam com o deslocamento até a unidade, pois o veículo que faz o transporte dos professores é tão precário que "se chover, é preciso a gente abrir o guarda-chuva para não se molhar". Além disso, ela conta que a sala de informática existente no Ceduc está desativada, inclusive sem mais nenhum computador. Também não há biblioteca na unidade para os jovens. "O que fazemos é dar uma educação básica mesmo".

Outra professora, Fátima Canduí, lamenta a falta de estrutura, pois, segundo ela, a aula é o único momento em que os internos conseguem se concentrar e ficar calmos. "Se tem um lugar em que eles se comportam é na sala de aula, pois é a única atividade que eles ainda têm. Ou é isso ou ficar enclausurado".

O presidente da Fundação Estadual da Criança e do Adolescente, Getúlio Batista, responsável pela administração dos Ceducs do RN, admite que o serviço de ressocialização dos internos do Ceduc Pitimbu está parado, por enquanto, devido aos seus problemas estruturais. Contudo, ele ressalta que o governo do Estado já liberou recursos para uma ampla reforma na unidade. O projeto prevê a construção de quadras de basquete e vôlei, de uma piscina olímpica e de um campo de futebol. Além disso, ele afirma estar buscando convênios para que sejam retomadas as oficinas profissionalizantes. A perspectiva é de que essas obras sejam concluídas em cerca de umano e meio. "Então a realidade do Ceduc será completamente diferente". 


Enquanto nossas crianças e adolescentes continuarem sendo tratado desse jeito mais e mais violência teremos!
Fim de semana no parque (Racionais MC's)



Será que tem solução!!!???


Have a nice begining of the week!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Teatro alternativo e a preço popular no TCP


TCP // Não Pise na Dama de volta aos palcos


O espetáculo Não Pise na Dama volta aos palcos, hoje e amanhã, às 20h, no Teatro da Cultura Popular (TCP). As apresentações dão inicio a uma pequena turnê que passa pela cidade de São Paulo. Carol Piñeiro e Juão Nin comandam o espetáculo. Com forte carga visual e estética Pop o trabalho aborda as diversas facetas do universo feminino. A apresentação estreou com casa cheia em março, na Casa da Ribeira pelo projeto Cena Aberta.

Após as apresentações em Natal serão feitas mais três em São Paulo. Durante a peça, o público é apresentado a uma narrativa fragmentada e sensorial que mistura elementos da dança, teatro e performance. Questões polêmicas sobre gênero sexual, conceitos, pré-conceitos são abordados de forma divertida, forte e sagaz.

Os ingressos têm o valor único de R$ 10 e podem ser adquiridos na bilheteria uma hora antes do inicio a peça. A classificação indicativa é 16 anos. O TCP fica na Rua Jundiaí, 641, Tirol, próximo a Câmara Municipal e ao lado da Fundação José Augusto.

Serviço
Não Pise na Dama

Quando: 27 e 28 de abril, às 20h
Onde: Teatro da Cultura Popular (Rua Jundiaí, 641, Tirol, ao lado da Fundação José Augusto)
Informações: 9187-6345 ou 8845-3008. 

Vale a pena conferir e, construindo assim, uma cultura de resistência ao circuíto comercial que temos na cidade (shows e espetáculos que variam de R$ 120 a 380)...

Acho que esses artistas e, principalmente a população local moram na Europa, ou algo parecido!!!!


Au revoir pour toutes! 


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cinema grátis no Complexo Cultural, na Zona Norte

Saudações Caríssimos!

Estamos reeditando esta postagem (e fazemos questão de sermos redundante),  haja vista, a UFRN também estendeu o projeto à População da Zona Norte de Natal.


Antecipadamente, por ser residente na ZN, único espaço público da cidade que foi privilegiado com o Complexo Cultural (diga-se de passem tem uma excelente estrutura física) , parabenizamos e agradecemos aos que conduzem o projeto.


Obs. O Complexo Cultural  fica situado na antiga Penitenciária João Chaves, na Av. João Medeiros Filho, onde está sendo realizado o evento, que é aberto a todos os natalenses!




Vale apenas conferir, inclusive após as apresentações haverá debates  sobre as temáticas e sorteio de brindes!




Divulguem , pois entendemos, como outros também, que a promoção e o incentivo à cultura é uma das alternativas de enfrentamento da violência e da criminalidade!




Guantanamera (Cuba, 1995)
24/4 - Biblioteca Central Zila Mamede (UFRN)
25/4 - Complexo Cultural de Natal (UERN - Zona Norte)


Entrada livre e gratuita (como corresponde a uma universidade pública).


Haverá certificado para quem assim o desejar.

REALIZAÇÃO: Departamentos de Ciências Sociais, História e Línguas e
Literaturas Estrangeiras Modernas (UFRN) e Complexo Cultural de Natal
(UERN).

APOIO: Sindicato dos Bancários; PROEX (UFRN); CCSA (UFRN); CineClube Natal e
DHnet.



Contamos com a sua presença!!!



Cinema nacional



Filme Xingu faz crítica ao conceito de civilidade



Yuno Silva - Repórter

A grandiosidade do filme "Xingu" (O2 Filmes/Globo Filmes) surpreende e emociona mesmo quem chega com fartas doses de expectativa às sala de cinema. Apostando alto, e de forma certeira, no tom épico-histórico, o longa metragem dirigido por Cao Hamburguer (da série televisiva "Cidade dos Homens" e do infantil "Castelo Rá-Tim-Bum") narra de forma poética - mas sem pieguices, estereótipos ou fanatismo ambiental - a trajetória dos irmãos Villas-Bôas pelas entranhas de um Brasil ainda desconhecido em plena década de 1940.
beatriz lefèvreÉpico-histórico narra de forma poética o contato dos irmãos Villas-Bôas com tribos do Brasil centralÉpico-histórico narra de forma poética o contato dos irmãos Villas-Bôas com tribos do Brasil central

Vidrados na possibilidade de viverem uma grande aventura durante a expedição Roncador-Xingu, motivo que apesar de ser retratado de forma simplista no filme não compromete o resultado, Orlando, Cláudio e Leonardo Villas-Bôas, vividos na telona, respectivamente, por Felipe Camargo, João Miguel (de "Estômago" e "Cinema, Aspirinas e Urubus") e Caio Blat, personificam desbravadores que trocam o conforto urbano de São Paulo, o paletó e a gravata pela desconhecida selva verde-amarela. O trio viria a ser os primeiros caras-pálidas a compreender as dimensões, a complexidade, a riqueza cultural e a necessidade de se preservar toda uma nação indígena, e comprovam não haver limites quando se age com dedicação, compromisso e desprendimento em prol de uma causa.
Beatriz LefèvreProdução contou com participação de índios do Parque Nacional do XinguProdução contou com participação de índios do Parque Nacional do Xingu

Responsáveis diretos pela criação de uma das maiores reservas indígenas do mundo, os Villas-Bôas questionam os limites do "desenvolvimento a qualquer preço" e esbofeteiam com luva de pelica a dita 'sociedade civilizada'. "Nós somos o antídoto e o veneno", diz João Miguel/Cláudio Villas-Bôas, dos três irmãos o mais idealista e o mais consciente da contradição da expedição ao Brasil central.

Sem exaltar heroísmos ou supervalorizar os personagens, perfeitamente suscetíveis à falhas e passíveis a erros como qualquer ser humano 'normal', "Xingu" traz como pano de fundo reflexões sociais, antropológicas e culturais ao lidar com a questão indígena de maneira respeitosa e mostrando de forma direta os riscos de encarar realidades diferentes com insensibilidade, preconceito e intolerância. 
Beatriz LefèvreO longa-metragem estreou em novembro de 2011, durante o Amazonas Film FestivalO longa-metragem estreou em novembro de 2011, durante o Amazonas Film Festival

É a partir dessa carga emocional, e da sapiência de ser baseado em fatos reais, que se intensifica a relevância do filme, que não cai na armadilha de ser professoral nem deixa de lado o viés de entretenimento - afinal, a produção que custou cerca de R$ 16,3 milhões não é um documentário nem tenta dar lição de moral em ninguém, porém não esconde suas intenções de exaltar o grande feito que foi a criação do Parque Nacional do Xingu em 1961. 

"Xingu" estreou em novembro do ano passado durante o Amazonas Film Festival, e vem contabilizando participações em festivais internacionais importantes como o de Berlim (Alemanha), realizado em fevereiro.

Serviço: Filme "Xingu" (12 anos, nacional) em cartaz no Moviecom 2 (Praia Shopping) - sessões 14h55 e 19h05.

Vale a pena conferir!

A insegurança, ou pelo menos sua sensação vem tomando conta dos natalenses!

O título da postagem talvez seja um pouco alarmante para alguns leitores, mas é o que vem sendo veiculado na mídia local. Seja ela televisada, impressa ou digital.


Em primeira instância, como temos feito questão de enfatizar, a segurança, grosso modo, é um direito, muito mais subjetivo, do que os demais assegurando na Carta Magna. São inúmeros fatores que contribuem para que as pessoas sintam-se segurança em uma cidade. Nesse aspecto, não se quer ser redundante, mas que um aumento no policiamento, necessariamente não traria mais segurança. Por si só essa assertava está fadada ao fracasso. Pois se assim o fosse, estaríamos pensando a problemática da violência e da criminalidade, sob um ponto de vista, meramente policial, portanto simplista.


Logicamente não se está aqui defendendo que haja um esvaziamento das ruas do aparato policial - longe disso, mas que um estado policial, ao contrário de causar uma sensação de segurança, pode causa mais violência, inclusive a própria policial, que falaremos com mais vagar noutra oportunidade.


Desta feita nos deteremos um pouco mais acerca o Estado, mas também da sociedade, em que de uma forma geral precisa entender quais são as necessidades básica sociais, para que a partir de uma promoção desses direitos venha-se pensar o que, efetivamente, está faltando e o que se pode fazer para minimizar esse estado de ausência.




Não faz muito que no estado do Rio de Janeiro houve uma "intervenção", na qual não apenas o executivo, mas também e, principalmente, a mídia divulgava que o Estado iria ocupar determinadas comunidades carentes, onde ele - o próprio Estado, afirmava a partir de seus representantes que não estava presente, por isso O Crime assumira o seu lugar.


Pois bem, passaram-se alguns meses e já temos notícia da própria mídia que o remédio antes alardeado aos quatro cantos que seria o bálsamo para todos os males, parece que não foi tanto assim. Senão vejamos: O Crime  que já estava entranhado naquelas comunidades, por ausência do Estado, e já fazia parte da rotina daquelas pessoas - não de todas é claro, mas de uma parcela significativa, pois  a falta de educação, saúde, moradia, emprego e, quem diria, a própria segurança, possibilita que os valores se invertam e, como fator catalisador desse estado de coisas, não se pode prescindir que as pessoas precisam atender as suas necessidades básicas, etc... Para se ter uma percepção bem razoável recomendo "Falcão: meninos do tráfico" é vídeo documentário (MV Bill).




Um detalhe significativo para compreensão da nossa linha de raciocínio e que não pode deixar de ser frisado é que o crime não é apenas aquele violento, ao contrário do que a maioria da população pensar - ou quer pensar assim: uma pequena fezinha na banca da esquina, ou que sabe um celular, ou Ipod, Tablet comprado sem nota fiscal, que dos males  "menores", poderia ser um contrabando, mas também poderia ter sido fruto de um latrocínio. (E você leitor que acha que fez um bom negócio adquirido um novo not ou netbook! sem nota fiscal......!)




Bom, vamos ficando por aqui, mas logo abaixo segue um matéria local, do Diário de Natal, que alardeia ao quatro cantos uma suposta onda de violência em Natal!




Sem falsa modéstia, temos nos debruçado um pouco, tanto pela profissão, mas também pela formação acadêmica a estudar um pouco as causa da violência e da criminalidade, e nesse aspecto enfatizamos que Natal está longe de ser uma cidade violenta. Certamente, alguns crimes têm aumentado, mormente o contra o patrimônio é um deles, que possivelmente tem por trás o crescente uso de drogas ilícitas, sobretudo o crack - droga altamente viciante, que provoca dependência quase que imediata, e tem devastado famílias inteiras, principalmente àquelas que vivem em situação de miserabilidade, as quais são cooptadas por esse submundo.




Portanto, talvez a medida para o controle do crime que originou essa matéria abaixo esteja muito mais no campo da prevenção e da saúde pública do que no da esfera policial! Talvez estejamos querendo receitar um antibiótico, em que o mais razoável seria uma reeducação alimentar e exercícios físicos. (Mas como se onde mais precisa até os campos de várzea nem existem mais, ou estão cheios de lixo!).



Insegurança // Seis ônibus são assaltados no fim de semana


A Polícia Militar registrou seis assaltos a ônibus em Natal entre a última sexta-feira e este domingo. Para o coronel PM Wellington Alves, comandante do policiamento metropolitano (CPM), essas ações têm relação com o consumo de drogas. "São roubos feitos por jovens desesperados para conseguir algum dinheiro para comprar alguma droga". Ele garante, porém, que o trabalho de abordagem aos transportes públicos tem sido mantido pelo CPM na capital potiguar. Augusto Maranhão, do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Natal (Seturn) diz que iniciará uma campanha para "retirada de dinheiro dos ônibus", estimulando a compra dos cartões eletrônicos de vale transporte. O Seturn já conta com 50 novos postos de vendas em farmácias e mercados da cidade.


Wellington Alves relativizou a média de duas ocorrências por dia registradas pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). "Se compararmos com a quantidade de viagens dadas pelos ônibus em toda a capital, trata-se de um número muito pequeno". Para coibir uma nova onda de assaltos a esses veículos, o comandante garante que será intensificado o trabalho de barreiras policiais para abordagem de ônibus nos principais corredores da capital potiguar. "E vamos também colocar essa barreira nos novos pontos indicados pelo nosso geoprocessamento, como a Avenida Coronel Estevam (Alecrim). Além disso, o policiamento ostensivo permanece passando por essas principais vias de circulação".


O comandante do CPM destaca a prisão de um dos criminosos que praticaram assaltos a ônibus neste último final de semana. O fato ocorreu no domingo, por volta das 15h30, no bairro Nordeste, Zona Oeste de Natal. Segundo Wellington Alves, um homem identificado como sendo Cristiano Medeiros Soares, 19 anos, teria anunciado o assalto a um ônibus da linha 79 (Parque das Dunas/Viaduto de Ponta Negra), exigindo que os passageiros entregassem os aparelhos celulares. Enquanto isso, o motorista de ônibus fez sinal luminoso para uma viatura que passava pela Avenida Felizardo Moura no momento. O veículo foi abordado e o assaltante foi detido desarmado e levado para a Delegacia de Plantão da Zona Sul para ser autuado em flagrante.


Para ter acesso matéria completa veja: http://www.diariodenatal.com.br/2012/04/24/cidades8_0.php 

Afinal a gente não quer só comida!
Au revoir!
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