quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Paradoxo na segurança do país


Saudações caríssimos!

Parece que no nosso querido país as coisas, as instituições, as relações,  os valores......n) funcionam às avessas. Lendo a matéria que abaixo se segue tive  a ligeira impressão de não a ter entendido e voltei para relê-la! Calma eu explico!

Os policiais federais de todo o país estão em greve por melhores salários - o que é perfeitamente legítimo, inclusive pleiteiam equiparação com outros órgãos e instituições que exigem o nível superior para ingresso em seus quadros. Até aí nada de anormal. Mas o que nos chama a atenção que ao invés de cruzarem os braços como fazem outros funcionários, em circunstâncias análogas, ao contrário passam a executar uma operação denominada de "padrão".

Ora, meu caro leitor, e quando eles estão exercendo suas funções normalmente quer tipo de trabalho desempenham? No nosso contexto de explanação, entendemos que o serviço, ou a operação padrão deve ser realizada rotineiramente e, não de forma extraordinária com o intuito de penalizar o cidadão que paga seus imposto e ainda é obrigado a esperar horas em um aeroporto, só porque uma instituição governamental   quer utilizar de tal mecanismo para forçar a barra nas negociações com o governo.

In the other hand, certamente, algum leitor dirá, mas isso não acontece apenas na seara federal. Sim, claro que não. Nesse contexto, e também por analogia, não defendemos quando uma barreira policial é montada nas principais vias de uma cidade, como por exemplo (João Pessoa, Recife, Fortaleza.....) em horários de pico, só porque é necessário mostrar que a segurança está atuando!

Nessa perspectiva, uma instituição pública, que por excelência, deve primar por bons serviços prestados à sociedade, não pode pensar em ganhar suas reivindicações, ou ganhar visibilidade perante a opinião, simplesmente penalizando o cidadão, em especial aquele que, na maioria das vezes, já o é, em virtude de de uma série de fatores historicamente construídos em nosso imenso Brasil. (Que o diga o Roberto Damatta em seu " O que faz o brasil, Brasil? (1984)

Vale apena ler a matéria da Folha de São Paulo e tirarmos nossas próprias conclusões!


PF faz operação-padrão em aeroportos de sete Estados e do DF



Policiais federais fazem operação-padrão nos aeroportos de sete Estados e do Distrito Federal nesta quinta-feira. Em Curitiba, o sindicato da categoria finalizou o ato às 11h30 porque houve superlotação do pátio das aeronaves e alguns pousos tiveram que ser transferidos. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília os atos devem começar a partir das 16h (leia abaixo).
A operação é um protesto organizados pelos sindicatos da categoria de cada Estado, em greve desde o último dia 7.
Segundo a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), os profissionais estão sem aumento desde 2005, e o salário inicial, de R$ 7.200 está defasado. Os profissionais reivindicam um aumento, em cinco anos, chegando até R$ 13 mil, equiparando com outras carreiras, como de auditores da Receita ou agentes da Abin.
No aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, a ação dos policiais contou com 15 agentes e começou às 6h30. Em dias normais, apenas dois agentes cuidam da fiscalização das bagagens e da verificação dos documentos dos passageiros.
Às 13h de hoje, 38 voos estavam atrasados no Afonso Pena --seis deles com atrasos superiores a uma hora. Outras 15 partidas foram canceladas.
Aniele Nascimento/Agência de Notícias Gazeta do Povo/Folhapress
Operação-padrão da PF causa transtornos no aeroporto Afonso Pena, no Paraná
Operação-padrão da PF causa transtornos no aeroporto Afonso Pena, no Paraná
O presidente do sindicato, Fernando Vicentine, afirmou que o pátio de aeronaves ficou cheio por volta das 11h, e a superlotação fez com que alguns pousos fosse desviados. "Por isso decidimos parar", afirma Vicentine.
A Infraero (estatal que administra os aeroportos), no entanto, diz que não houve problemas na operação do aeroporto devido à atuação dos PFs. Às 12 horas, o movimento já estava normal, e apenas dois voos estavam atrasados.
Em Porto Alegre, a operação-padrão no aeroporto internacional Salgado Filho também começou às 6h30 e tinha previsão de terminar apenas às 18h.
De acordo com o sindicato do Estado, 14 policiais estão no aeroporto fiscalizando todos os passageiros antes do embarque. Em dias normais o número de agentes é de apenas três no aeroporto.
A operação chegou a causar filas por cerca de uma hora nos portões de embarque do Salgado Filho por volta das 7h40, segundo a Infraero. Às 12h, no entanto, a situação estava normalizada.
A operação também não afetava os voos no aeroporto. De acordo com balanço das 12h da Infraero, dos 50 voos domésticos programados, apenas quatro sofreram atrasos e dois cancelados. Já entre os voos internacionais, nenhum sofreu atraso ou cancelamento.
Em Mato Grosso do Sul, o sindicato informou que desde o meio-dia (horário de Brasília) está consultando no Sistema Nacional de Procurados e Impedidos a ficha de cada passageiro que embarca no aeroporto internacional de Campo Grande ou que tenta cruzar a fronteira com a Bolívia.
A previsão é que a operação-padrão vá até as 18h e seja repetida na segunda-feira (20). Até às 13h, não havia registro de problemas por conta do protesto.
Em Pernambuco, os policiais federais realizaram operação-padrão no aeroporto de Recife, na área de embarque internacional. O único voo internacional previsto atrasou cerca de uma hora.
Segundo o presidente do sindicato do Estado, Marcelo Pires, os grevistas pretendem ampliar o protesto para embarques domésticos, no final da tarde desta quinta-feira. A fiscalização das bagagens nesse setor é feita por equipes terceirizadas. "Vamos tirá-los e assumir o controle", disse Pires.
OUTRAS OPERAÇÕES
Em Goiás, os policiais federais vão interromper, a partir das 14h, a fiscalização do embarque armado de quem tem porte de arma, única função deles no aeroporto de Goiânia. A operação dos aparelhos de raio-X é feita por funcionários terceirizados e, portanto, não será afetada.
No aeroporto do Galeão, no Rio, o ato começará às 16h e deve terminar por volta de 21h, justamente no horário em que se concentram a maior parte dos voos para Europa e Estados Unidos.
A ação dos agentes, que aumentarão de 20 para 60 no aeroporto, deve provocar filas maiores que as já registradas nos últimos dias. Idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo serão encaminhados diretamente para o check-in, afirma o sindicato.
Em São Paulo, a operação-padrão deve começar às 16h30 no aeroporto internacional de Guarulhos. Em Campinas (93 km de São Paulo), o sindicato dos policiais afirma que os agentes farão uma manifestação no aeroporto de Viracopos a partir das 18h. Em princípio, eles iriam auxiliar os colegas que farão operação-padrão no aeroporto internacional de Guarulhos, mas decidiram organizar um protesto separadamente.
Já em Brasília, quatro agentes intensificaram a fiscalização às 16h no aeroporto internacional Presidente Juscelino Kubitschek. Agentes, escrivães e papiloscopistas da PF estão reunidos na Superintendência da Polícia Federal e de lá seguirão para o aeroporto.


Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1138277-pf-faz-operacao-padrao-em-aeroportos-de-sete-estados-e-do-df.shtml
Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress

7 comentários:

  1. A reportagem publicada no jornal impresso a Folha de São Paulo levantou uma questão bastante pertinente a ser debatida. De um lado estão os Policiais Federais que deflagraram greve em alguns estados brasileiros, eles fazem reivindicações por reajuste salarial, à reestruturação da carreira dos agentes, escrivães e papiloscopistas, a contratação de servidores entre outros. Sabemos que, o ato de greve é um direito assegurado pela Constituição Federal de 88 aos trabalhadores brasileiros, e em relação aos servidores públicos, está preconizado na CF no Inciso VII do Art. 37, estabelecendo que: Art. 37 “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte, VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”.
    Já por outro lado, está à população que fica acuada no meio dessa correlação de forças entre policia e Governo. Foi o que aconteceu em alguns aeroportos do país, com a manifestação dos policiais, os passageiros não conseguiram chegar ao seu destino, ou chegaram depois de muito atraso e contrariação. Outro ponto observado com essa greve foi o modo que a categoria adotou para reivindicar, além dos apitaço e panfletagens, eles realizaram uma operação chamada de “operação-padrão”, que é uma fiscalização mais rigorosa nas bagagens e na documentação, causando uma lentidão nos atendimentos aos passageiros.
    A atitude desses policiais nos permite levantar alguns questionamentos sobre essa “operação-padrão”. Porque será que essa operação só esta acontecendo por causa da greve? Não deveria de ser uma ação de rotina, para combater de forma mais enérgica a entrada de drogas e outros tipos de objetos tidos como ilegais? Nas reportagens noticiadas na mídia, apresentaram um número de policiais federais nos aeroportos bem maiores do que em dias sem a greve, que geralmente é um número insuficiente para a demanda. Estes são alguns questionamentos que nós enquanto usuários dos serviços dessa categoria devemos ficar atenta e buscar respostas dos órgãos competentes.
    Além disso, outro ponto chamou a atenção, foi em relação ao reajuste salarial, pois de acordo com a reportagem supra citada, atualmente o salário inicial desse profissional é de R$ 7.200,00, sendo que valor encontra-se defasado desde 2005, eles pedem um reajuste que elevaria para R$ 13.000,00. Se equipararmos este salário com a de um Policial Militar do Rio de Janeiro que recebe R$ 1.031,38, de acordo com uma lista publicada no inicio do ano corrente no blog do Coronel Paulo Ricardo Paúl, onde também esta contido os valores do salário dos PMs de outros Estados do Brasil, fica evidente a grande diferença entre as categorias profissionais, mesmo sabemos que cada uma delas tem suas especificidades. Tomando ainda como exemplo o policial militar do Rio de Janeiro, que vive um risco constante, pois eles estão na linha de frente no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, adentram as favelas utilizando na maioria das vezes de equipamentos sucateados, enquanto os criminosos possuem armas de grosso calibre. Tendo também que omitir ser um policial ao sair do serviço com medo de ser morto ou de colocar sua família em perigo, além de muitos viverem uma dupla jornada de trabalho para complementar sua renda, esses são apenas alguns dos inúmeros problemas vivenciados por esses profissionais.
    Portanto, diante dos fatos acima referenciados, deixa claro que a greve dos PFs em relação ao reajuste salarial não tem fundamento, pois a realidade de outras categorias da segurança pública brasileira é bem mais preocupante em todos os aspectos, sejam eles materiais ou financeiros. É de suma importância que os órgãos competentes invistam nesses profissionais, para que eles possam executar suas atividades com mais dignidade.

    Referências
    Disponível em: . Acesso em:22/08/12.

    Disponível em: . Acessado em: 22/08/12.

    Disponível em: Acessado em: 22/08/12.





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  2. Rejane Alves da Silva
    A reportagem publicada no jornal impresso a Folha de São Paulo levantou uma questão bastante pertinente a ser debatida. De um lado estão os Policiais Federais que deflagraram greve em alguns estados brasileiros, eles fazem reivindicações por reajuste salarial, à reestruturação da carreira dos agentes, escrivães e papiloscopistas, a contratação de servidores entre outros. Sabemos que, o ato de greve é um direito assegurado pela Constituição Federal de 88 aos trabalhadores brasileiros, e em relação aos servidores públicos, está preconizado na CF no Inciso VII do Art. 37, estabelecendo que: Art. 37 “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte, VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”.
    Já por outro lado, está à população que fica acuada no meio dessa correlação de forças entre policia e Governo. Foi o que aconteceu em alguns aeroportos do país, com a manifestação dos policiais, os passageiros não conseguiram chegar ao seu destino, ou chegaram depois de muito atraso e contrariação. Outro ponto observado com essa greve foi o modo que a categoria adotou para reivindicar, além dos apitaço e panfletagens, eles realizaram uma operação chamada de “operação-padrão”, que é uma fiscalização mais rigorosa nas bagagens e na documentação, causando uma lentidão nos atendimentos aos passageiros.
    A atitude desses policiais nos permite levantar alguns questionamentos sobre essa “operação-padrão”. Porque será que essa operação só esta acontecendo por causa da greve? Não deveria de ser uma ação de rotina, para combater de forma mais enérgica a entrada de drogas e outros tipos de objetos tidos como ilegais? Nas reportagens noticiadas na mídia, apresentaram um número de policiais federais nos aeroportos bem maiores do que em dias sem a greve, que geralmente é um número insuficiente para a demanda. Estes são alguns questionamentos que nós enquanto usuários dos serviços dessa categoria devemos ficar atenta e buscar respostas dos órgãos competentes.
    Além disso, outro ponto chamou a atenção, foi em relação ao reajuste salarial, pois de acordo com a reportagem supra citada, atualmente o salário inicial desse profissional é de R$ 7.200,00, sendo que valor encontra-se defasado desde 2005, eles pedem um reajuste que elevaria para R$ 13.000,00. Se equipararmos este salário com a de um Policial Militar do Rio de Janeiro que recebe R$ 1.031,38, de acordo com uma lista publicada no inicio do ano corrente no blog do Coronel Paulo Ricardo Paúl, onde também esta contido os valores do salário dos PMs de outros Estados do Brasil, fica evidente a grande diferença entre as categorias profissionais, mesmo sabemos que cada uma delas tem suas especificidades. Tomando ainda como exemplo o policial militar do Rio de Janeiro, que vive um risco constante, pois eles estão na linha de frente no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, adentram as favelas utilizando na maioria das vezes de equipamentos sucateados, enquanto os criminosos possuem armas de grosso calibre. Tendo também que omitir ser um policial ao sair do serviço com medo de ser morto ou de colocar sua família em perigo, além de muitos viverem uma dupla jornada de trabalho para complementar sua renda, esses são apenas alguns dos inúmeros problemas vivenciados por esses profissionais.
    Portanto, diante dos fatos acima referenciados, deixa claro que a greve dos PFs em relação ao reajuste salarial não tem fundamento, pois a realidade de outras categorias da segurança pública brasileira é bem mais preocupante em todos os aspectos, sejam eles materiais ou financeiros. É de suma importância que os órgãos competentes invistam nesses profissionais, para que eles possam executar suas atividades com mais dignidade.

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  3. Larissa Wilza Rodrigues de Moura Costa

    A matéria nos mostra que no dia 16 de agosto, os policiais federais realizaram uma operação-padrão nos maiores aeroportos do País, com o objetivo de chamar a atenção da população, dos governantes e da mídia para a fragilidade da segurança nestes locais estratégicos. É certo e de fato e está na nossa Constituição Federal o direito de greve, mas tudo tem limite e um preço. De acordo com a redação do artigo 9º da Constituição de 1988 dispõe que:
    Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
    § 1º – A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
    § 2º – Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.

    Este tipo de “manifestação” não só chamou a atenção da população brasileira como um todo, mas principalmente quem estava necessitando dos serviços que simplesmente foram os mais prejudicados devido aos atrasos. Desta forma o país anda é para trás, imaginem quando chegar à copa de 2014, ai vai virar bagunça, é todo mundo se manifestando de alguma forma, neste momento discutimos sobre a greve dos policiais federais que deveriam nos dar segurança, impedindo que não entre drogas, produtos ilegais e demais coisas em nosso país, mas só por motivo de protesto a categoria resolveu “trabalhar a mais” e porque não realizar esta prática diariamente, em todos os lados a população sempre é mais prejudicada. Temos várias outras categorias que estão em greve (universidades em greve a mais de 2 meses e estudantes tendo que adiar sonhos e projetos de vida, portos em greve e o banco de sangue de determinadas cidades se perdendo por falta de material, é inacreditável) acredito, eu que nunca teve tanta categoria em greve, será um complô contra o governo? É melhor não tocar nesta ferida, o que me cabe aqui é dizer que não estou do lado do governo, contra o direito de greve dos policiais federais e demais categorias e nem muito menos a favor em tudo,
    Os servidores da Polícia Federal reivindicam condições dignas de trabalho e melhores condições de segurança nas fronteiras, portos e aeroportos.
    A minha indignação de ver tanta desigualdade neste país, é ver o resultado de tudo isto como um grande prejuízo só para a população.

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  4. Danielle Bezerra de Almeida24 de agosto de 2012 23:23

    Danielle Bezerra de Almeida

    Ao ler a matéria, também não compreendi de imediato, principalmente em razão do título da reportagem, que não fala em greve ou manifestação, mas em operação-padrão. Este procedimento, num primeiro momento, parece se tratar de uma atividade cotidiana das autoridades policiais nos terminais aeroportuários. Porém, ao seguir a leitura texto é que se começa a entender que a ação realizada fazia parte, na verdade, de uma manifestação grevista por parte da categoria.
    O ponto que mais chama a atenção é o fato de que, ao contrário da maioria dos movimentos grevistas (que se utilizam da paralisação parcial dos serviços prestados à população), a forma utilizada para chamar a atenção foi justamente colocar em ação um maior número de profissionais para trabalhar, realizando suas operações-padrão.
    O mais interessante é pensar que, ao realizar seu trabalho como deveria fazer diariamente, os policiais terminaram por prejudicar os usuários dos serviços, que se depararam com demora e atraso de voos. Em dias normais, com menor número de policiais, as filas, atrasos e cancelamentos não causam maiores problemas. Por que será que a mesma operação, já que padrão, com maior número de funcionários provoca tanto transtorno? Penso que deveria ser justamente o contrário: a mesma operação, com mais agentes em ação, deveria resultar em agilidade.
    Consequentemente, é de se pensar, quando estes agentes não estão desempenhando seu papel efetivamente, a população não tem maiores transtornos e, nesse caso, melhor seria se a polícia não cumprisse seu papel, no sentido de não “incomodar” os passageiros. Pensando bem, toda essa fiscalização e procedimentos rigorosos deveriam ser bem vistos pelos passageiros, já que se trata de uma questão de segurança. Mas parece que não é bem assim, e a impressão que se tem é de que não importa se a PF está realizando ou não suas funções nos aeroportos, desde que não provoque transtornos. Cabe aqui, uma indagação: o trabalho desenvolvido por estes agentes é alvo de controle ou de fiscalização por parte de alguma instituição ou órgão? Ainda que esse órgão exista formalmente, a sensação que se tem é de que não existe esse tipo de controle. Conforme explica Marcos Rolim, no texto “Caminhos para a inovação em segurança pública no Brasil (Revista Brasileira de Segurança Pública, 2007), “(...)as polícias em todo o mundo raramente são, de fato, controladas. Elas possuem, pelo menos em muitas das experiências nacionais, uma autonomia perturbadora dentro do Estado Democrático de Direito e atuam, em regra, como se não devessem prestar contas de seus atos cotidianos a uma autoridade externa. Esse mesmo espaço de autonomia, como se sabe, será também aquele que abrigará boa parte das distorções operantes no trabalho policial (...)”
    Uma questão que também chama a atenção é o trecho da matéria em que o sindicato da categoria informa que “desde o meio-dia (horário de Brasília) está consultando no Sistema Nacional de Procurados e Impedidos a ficha de cada passageiro que embarca no aeroporto internacional de Campo Grande ou que tenta cruzar a fronteira com a Bolívia.” Ora, esse procedimento já deveria ser adotado rigorosamente no exercício profissional desses servidores e, assim, em dias normais (em que não há greve ou protestos) a demora deveria ser bem maior, quando o número de policias é menor. Curiosamente, não é o que acontece.

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  5. MARIA DA CONCEIÇÃO SOUZA
    A matéria publicada dos policiais em greve concordo inteiramente. Estranha-me constatar que todas as vezes que o funcionário publico põem em prática plenamente as suas funções, postura para qual foi contratado, a sociedade que tanto reclama da falta de controle em diversas áreas do governo, fica estressada avaliando que estão atrapalhando a sua vida. Só que a garantia dos nossos direitos foram conquistados a maioria deles através da greve, concordo por que estão lutando pelo que deles e por direito, Ao mesmo tempo vemos, especialmente nas atividades de segurança a exposição de ações de “jornalistas” e “empresas de comunicação”, quando interessa a esses, por motivos que não podem ser explícitos, com reportagens de quanto é frágil a passagem em nossas fronteiras e aeroportos, atrasos de vôos, a impressa observar o lado da população, mais nos esquecemos que os policiais federais também são a população, e necessitam de apoio não de repressão Afinal, não existia uma greve como queriam acreditar a imprensa, ao contrario onde os trabalhadores estão plenamente exercendo as suas funções profissionais, que e o caso da operação padrão. Os que reclamam ou tem alguma coisa a esconder ou deveriam defender publicamente a tese do fim desses controles. Não existe nenhuma lei, que eu conheça, onde determina a discriminação dos cidadãos que por ali passam. Todos devem ser revistados por isso a demora sim, os policia avisaram onde estavam acontecendo as greves, Se existe, uma lei que proíba essas greves, deveria ser avaliada, pois permite que a visão de cada um individuo tenha seus direitos garantidos o que contraria o principio de que todos são iguais perante a lei e consolida a realidade de que alguns não são tão iguais assim, vigente na nossa nação.


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  6. Nilton Brito de Barros
    A postagem publicada em um renomado Jornal nos traz a tona à luta por um estado democrático, de um lado os policiais federais do outro a população e o governo, a postura dos policiais nos leva a alguns questionamentos, temos uma policia inteligente, ágil, treinada e confiável ou aquela que serve de vitrine para satisfazer uma categoria e defender interesses, pois ninguém é obrigado a fazer o que não gosta, alem dos mais problemas existem em varias categorias de trabalhadores profissionais, muitas vezes invisíveis e sem mensuração.
    A constituição federal de 1988 assegura direita e deveres, mesmo assim a desigualdade é facilmente percebida, será que é fim ou apenas o começo de um entendimento, quando Montesquieu pensou nos poderes executivos, legislativo e judiciário deu um passo à frente de sua época, quando será que teremos um passo a frente de nossa época, o que nos falta legislação, bom senso ou é uma questão cultural ou política.
    O governo oferece um reajuste salarial de 15,8% aos trabalhadores e aos não trabalhadores 147%%, sendo assim a desigualdade um dia se ajustará, talvez esteja próximo e nós não percebamos, assim creio que um dia a democracia será plena, mais ate lá precisamos sobreviver.

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  7. Olá caríssimos internautas/alunos(as) gostaria de parabenizá-los (as) pelos comentários, sobretudo, por que demonstra um bom nível de compreensão da conjuntura da segurançã pública no Brasil, tendo destado íncices saláriais, mas também comparativos com colegas de policiais(de instituições diferentes).
    Noutra perspectiva, destacaram também aspectos relevantes do Estado democrático, no qual garante o direito à reivindicações, mas também estabelece um percentusal mínimo de serviço prestado ao cidadão.
    Outro ponto interessante é: esses policiais quando na sua rotina não realizam tais "operações padrões" porquê? Será que existem órgãos reguladores: ouvidorias, corregedorias, etc. E se existem o que pensam de tais ações?

    Saudações aos comentaristas: Rejane Alves, Larissa Ilza, Daniele Bezerra, Maria Conceição Souza e Nilton.

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